Redação Exame
Publicado em 17 de outubro de 2025 às 10h37.
A inteligência artificial (IA) provoca uma "mudança e fusão de funções" no ambiente de trabalho, segundo Dylan Field, cofundador e CEO da Figma. O executivo, que escalou a empresa para mais de 1.600 funcionários, afirma que cargos distintos se tornam cada vez menos relevantes.
Em participação no Lenny's Podcast, Field disse que vê engenheiros, designers, gerentes de produto e pesquisadores "mergulhando nas outras funções". Ele observou essa tendência nos últimos cinco anos e espera uma aceleração nos próximos.
"A IA faz com que todos sintam a necessidade de ser mais generalistas," afirmou Field.
A própria Figma conduziu uma pesquisa que reforça esta visão. 72% dos entrevistados citaram as ferramentas de IA como o principal motivo para a expansão de seus papéis.
O que antes exigia conhecimento complexo de codificação, por exemplo, hoje pode ser resolvido com uma ferramenta simples, incentivando profissionais não-engenheiros a assumir tarefas mais técnicas.
O estudo da Figma demonstrou a dissolução das fronteiras profissionais:
Questionado sobre a principal conclusão, Field resumiu a nova realidade do trabalho: "Todos nós somos construtores de produtos, e alguns de nós somos especializados em nossa área particular."
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