Matt Shumer, CEO da HyperWrite (Fonte: LinkedIn | Reprodução)
Redatora
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 14h54.
“Isso está acontecendo agora e eu preciso que você entenda.” Foi assim que Matt Shumer, CEO da HyperWrite e investidor em tecnologia, iniciou um ensaio de quase 5 mil palavras que ultrapassou 20 milhões de visualizações em menos de 24 horas.
Ele faz uma comparação provocativa de que a inteligência artificial estaria hoje no mesmo estágio em que a Covid-19 estava no início de 2020 — subestimada, mas prestes a alterar tudo.
A analogia chamou atenção não apenas pelo tom dramático, mas pelo diagnóstico direto de que empresas e profissionais que ainda não incorporaram IA ao dia a dia já estão ficando para trás. As informações foram retiradas de Inc.
Shumer relembra fevereiro de 2020. Naquele momento, muitos viam o vírus como um problema distante. Três semanas depois, o mundo havia parado.
Segundo ele, a inteligência artificial vive uma fase semelhante: ainda parece exagero para alguns, mas está avançando em ritmo exponencial. A diferença é que, agora, a transformação não é sanitária — é produtiva, econômica e estrutural.
Para líderes, a provocação é clara: a mudança já começou, mesmo que não seja percebida de forma uniforme.
Um dos trechos que mais repercutiram no ensaio é a afirmação de que a IA já o substituiu em parte do próprio trabalho.
“Não sou mais necessário para o trabalho técnico propriamente dito do meu cargo”, escreveu Shumer.
A declaração não aponta para demissões imediatas, mas para algo mais profundo: a automação crescente de tarefas intelectuais. Se antes a tecnologia substituía trabalho manual e repetitivo, agora começa a assumir atividades analíticas, criativas e estratégicas.
Isso altera não apenas funções operacionais, mas o próprio desenho das lideranças.
O ponto central do debate não é se a IA vai substituir empregos — mas como ela redefine valor.
Modelos avançados já escrevem relatórios, analisam dados complexos, estruturam códigos, resumem pesquisas e auxiliam decisões. O ganho de produtividade é evidente e o desafio passa a ser estratégico: quem usa melhor a IA amplia vantagem competitiva; quem demora, perde relevância.
Empresas que tratam IA como experimento paralelo tendem a ficar atrás daquelas que a incorporam como infraestrutura.
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