Carreira

O plano da CPTM para formar uma nova geração de mulheres ferroviárias

Projeto Elas na Ferrovia nasceu em 2024, chegou a 150 inscrições em 2025 e mira 200 participantes em 2026

 (Divulgação)

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Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 13h54.

Última atualização em 11 de fevereiro de 2026 às 17h01.

Quando a CPTM começou a abrir espaço para mulheres em áreas historicamente ocupadas por homens, o desafio não era apenas colocar mais profissionais na linha de frente. Era garantir estrutura, segurança e um caminho de carreira que sustentasse essa presença no longo prazo.

Hoje, a companhia reúne mais de 50 mulheres maquinistas e mais de 500 mulheres em funções operacionais. No quadro total, são mais de 1.160 colaboradoras, o que representa cerca de 19% da força de trabalho, ainda em comparação à quantidade de homens.

O movimento ganhou forma institucional em 2024, com a criação do programa Elas na Ferrovia. Segundo Thais Campanholi, chefe do Departamento de Provimento e Desenvolvimento de Pessoal da CPTM, a iniciativa surgiu como resposta a um histórico que ia além da falta de oportunidades.

Uma ferrovia ainda masculina, mas em transformação

Dentro e fora do setor, a ferrovia ainda é reconhecida como um ambiente predominantemente masculino. Na CPTM, no entanto, a leitura das executivas é de que há uma mudança consistente em curso, sustentada por políticas internas e metas claras de desenvolvimento.

A companhia reconhece que se trata de um ambiente masculinizado, mas afirma que vem trabalhando para alterar essa lógica por meio de programas estruturados de diversidade, mentoria e formação. Segundo Cristiane de Oliveira, assessora executiva da CPTM, o avanço feminino está diretamente ligado a essa estratégia interna.

“A ferrovia é, sim, um ambiente masculinizado. Na CPTM, trabalhamos para quebrar paradigmas, garantindo autonomia, espaço e voz para que as mulheres construam suas carreiras”, afirma.

Divulgação/CPTM

Mentoria com método e escala planejada

Na prática, o programa foi estruturado como uma mentoria interna, com governança do RH e pares formados a partir de critérios combinados.

O piloto de 2024 começou com 38 participantes e buscou combinar análise comportamental e interesses de desenvolvimento para melhorar a aderência das duplas

A metodologia incluiu uma sequência de encontros e ferramentas de planejamento individual.

“Elas fizeram oito encontros ao longo de 2024 com uma metodologia pronta para cada encontro”, explica Cristiane.

Os índices de satisfação e a expansão do programa são apresentados pela companhia como evidências de adesão interna e consolidação da iniciativa. No primeiro ciclo, o projeto registrou 87% de satisfação entre as participantes. No ano seguinte, a procura aumentou de forma significativa, alcançando 150 inscrições em 2025 e encerrando o ciclo com cerca de 95% de satisfação.

Para 2026, a meta já está estabelecida: a CPTM pretende chegar a 200 participantes, ampliando o alcance do programa e reforçando sua presença como uma das principais iniciativas internas de desenvolvimento feminino.

Indicadores internos e a agenda de cuidado com o colaborador

Os índices de satisfação e a expansão do programa são apresentados pela companhia como evidências de adesão interna e consolidação da iniciativa.

No primeiro ciclo, realizado em 2024, o projeto registrou 87% de satisfação entre as participantes. No ano seguinte, a procura aumentou de forma significativa, alcançando 150 inscrições em 2025 e encerrando o ciclo com cerca de 95% de satisfação.

Para 2026, a meta já está estabelecida: a CPTM pretende chegar a 200 participantes, ampliando o alcance do programa e reforçando sua presença como uma das principais iniciativas internas de desenvolvimento feminino.

Embora a presença feminina ainda seja minoritária, a CPTM aponta avanço em posições de liderança e em áreas críticas.

“Mesmo representando cerca de 19% do quadro, as mulheres já ocupam posições estratégicas e operacionais dentro da companhia”, diz Thais.

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