Redação Exame
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 15h52.
Para liderar pessoas, não basta definir metas, organizar reuniões e distribuir tarefas. Um líder de verdade precisa entender o que move cada indivíduo da equipe, e isso raramente é uniforme.
Segundo Hope Horner, fundadora da Lemonlight, uma das falhas mais comuns em programas de reconhecimento corporativo é assumir que o que motiva um, motiva todos.
A solução pode estar em um conceito simples, já popular em relacionamentos: as cinco linguagens do amor. Traduzidos para o ambiente corporativo, eles revelam diferentes formas de engajamento e reconhecimento que líderes podem (e devem) usar para destravar o desempenho e a conexão emocional dos seus times. As informações foram retiradas da Entrepreneur.
Bonificações genéricas, prêmios padronizados e elogios públicos são estratégias recorrentes, mas frequentemente ineficazes. Segundo Horner, muitas vezes elas apenas demonstram que o líder não vê verdadeiramente seu time.
Funcionários reagem de forma diferente a estímulos distintos. Alguns querem ser notados em público, outros preferem um gesto discreto de reconhecimento. Há quem precise de mais autonomia; outros, de presença ativa da liderança. Não há uma fórmula universal, mas há uma metodologia para personalizar.
Colaboradores que se encaixam nesse perfil prosperam quando recebem elogios claros, específicos e sinceros. Eles guardam mensagens de agradecimento e se lembram de feedbacks positivos por muito tempo.
Quando não são reconhecidos, mesmo fazendo um bom trabalho, perdem energia e engajamento.
Como liderar melhor: envie mensagens diretas de reconhecimento, elogie publicamente em reuniões, e sempre explique por que aquele trabalho foi importante.
Essas pessoas se sentem valorizadas quando seus líderes aliviam a carga, resolvem burocracias ou ajudam em momentos críticos. Mais do que elogio, o que conta é a atitude.
Um chefe ausente durante a crise, mas presente na hora de parabenizar, perde credibilidade com esse perfil.
Como liderar melhor: pergunte genuinamente “O que posso tirar do seu prato?”, ajude a remover entraves e esteja presente quando o trabalho aperta.
São os colaboradores que querem estar próximos da liderança, não por status, mas por aprendizado. Eles valorizam reuniões bem aproveitadas, conversas profundas e a chance de participar de decisões estratégicas.
Como liderar melhor: proteja as reuniões individuais, convide-os para projetos estratégicos e ouça com atenção. Aqui, tempo é mais valioso do que qualquer presente.
Esse grupo enxerga recursos, cursos, eventos e novos desafios como demonstração de confiança. Não é sobre dinheiro, é sobre acreditar no potencial.
Quando não recebem oportunidades, se sentem ignorados ou desvalorizados.
Como liderar melhor: libere verba para formações, ofereça desafios estratégicos, e mostre que o desenvolvimento deles é parte do plano da empresa.
Aqui, o que motiva é camaradagem, calor humano e cultura de equipe real. São pessoas que amam os rituais da empresa, lembram dos aniversários, criam piadas internas e sentem falta disso quando tudo é frio e remoto.
Como liderar melhor: promova momentos informais, encontros presenciais, celebrações e conversas fora do roteiro. Para esses profissionais, sentir-se parte de algo maior é tudo.
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