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Vai trocar de smartphone? Pesquisa mostra que sustentabilidade importa

Cashback e menor preço também são fatores importantes de escolha que vêm mudando o panorama do mercado global para os fabricantes
Desejo de ter o modelo mais recente não mudou (DircinhaSW/Getty Images)
Desejo de ter o modelo mais recente não mudou (DircinhaSW/Getty Images)
Por BússolaPublicado em 17/05/2022 15:00 | Última atualização em 17/05/2022 13:27Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Uma pesquisa global realizada pela Teads, plataforma global de mídia, em parceria com a GWI em 17 países, revelou que os fabricantes de smartphones vão precisar se adaptar a novos fatores que impulsionam as decisões de compra. Como o mercado se tornou menos fragmentado, os consumidores estão optando por características individuais e inovação na hora de definir sua escolha em vez de apenas seguirem sua fidelidade à alguma marca.

No recorte Brasil da Mobile Intender Study, 67% dos entrevistados afirmaram que ofertas de cashback são um fator importante na decisão de compra, seguido da escolha pelo dispositivo de menor preço (15%), opções de troca do modelo atual por um mais novo (12%), lançamentos (11%) e inovações de hardware (10%). Quando perguntados sobre sustentabilidade, 68% disseram estar dispostos a pagar mais por produtos ecologicamente corretos, 71% afirmaram querer que as marcas fossem socialmente responsáveis e/ou ecologicamente corretas e 71% apontaram durabilidade como uma característica importante.

Tais dados indicam uma mudança de comportamento no mercado de smartphones, mostrando que os consumidores de telefones celulares ainda são influenciados pelas atualizações tecnológicas dos dispositivos, mas as decisões financeiras e ambientais estão desempenhando um papel cada vez maior no ciclo de compra, aumentando a busca por produtos que tenham menos impacto no planeta e durem mais tempo uma vez que tenham sido produzidos.

De acordo com Paulo Itabaiana, managing director da Teads no Brasil, “os compradores ainda valorizam características de hardware e software, mas passam a considerar também o custo x benefício e a responsabilidade social e ambiental das empresas". "Um produto que reforce a credibilidade da mensagem deve ser levado em consideração para manter a fidelidade dos usuários no Brasil”, afirma.

O estudo mostrou ainda que o desejo de ter o dispositivo mais recente não mudou,  com 16% dos potenciais compradores tendo adquirido seu último telefone há menos de 6 meses e metade deles há menos de um ano, mesmo 60% tendo afirmado que estão "muito satisfeitos" com seus smartphones atuais.

Além disso, 67% dos entrevistados concordaram que um telefone não é apenas um produto tecnológico, mas parte de sua identidade. Entretanto, os consumidores não estão apenas procurando o último modelo de sua atual marca — 84% considerariam mudar de fabricante, com GenZ (82%), Millennials (86%) e GenX (81%) sendo os mais propensos à mudança. Em termos de gênero, as mulheres têm uma leve maior predisposição a mudar de marca (84%) frente aos homens (83%).

A pesquisa é divulgada em um momento de crescente uso de dispositivos mobile e venda de smartphones. Associados aos hábitos da pandemia, houve um aumento na média de horas em frente a celulares — segundo o relatório State of Mobile 2022 do App Annie, divulgado recentemente, os brasileiros passaram pelo menos 5 horas por dia em frente à tela do celular no último ano.

Além disso, a busca por smartphones com tecnologia 5G tem crescido a cada dia no país — a estimativa é que só o Brasil concentre mais de 200 milhões de conectados até 2025, metade dos 485 milhões previstos para a América Latina. As vendas globais de smartphones também bateram um marco histórico para o setor — superaram os US$ 448 bilhões em 2021, mesmo com a crise na cadeia de suprimentos gerada pela pandemia, segundo a pesquisa Market Monitor, realizada pelo Counterpoint. Neste cenário, entender os fatores determinantes na decisão de compra do consumidor é crucial para o segmento.

"Em um cenário em que o brasileiro se mostra pouco fiel às marcas, a importância de saber explorar o potencial do ambiente digital se torna cada vez mais relevante: é saber comunicar a mensagem certa, no contexto e timing adequados”, afirma Cau Stéfani, Insights & Research Manager da Teads Brasil.

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