Exemplo da tecnologia da Biostation
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Publicado em 6 de agosto de 2026 às 13h00.
Parece filme, mas o Brasil pode estar muito próximo de permitir que os passageiros de metrô paguem sua tarifa apenas mostrando a palma da mão.
A proposta de revolução na mobilidade urbana é baseada na tecnologia de autenticação palmar vascular. Desenvolvida pela Biostation, spinoff de segurança digital da DINAMO Cyber Security Company, a tecnologia foi apresentada nesta quinta-feira, dia 6 de agosto, durante evento em São Paulo.
Atualmente, o modelo tradicional baseado em cartões inteligentes por aproximação resolveu gargalos históricos, mas impôs limitações severas:
A Biostation propõe a palma da mão como a própria chave de acesso segura à conta digital do passageiro.
Na prática, isso permite que tarifas, descontos por uso frequente e integrações entre ônibus e metrô sejam calculados e debitados automaticamente, sem a necessidade de recarregar um cartão físico.
"Mais do que apenas liberar catracas, estamos transformando o ponto de validação em um ecossistema de Mobilidade como Serviço (MaaS), permitindo um planejamento de rede inteligente, eficiente e totalmente orientado pelas necessidades reais de cada região", explica Leonardo Araújo de Assis, CEO da Biostation.
A tecnologia utiliza um sensor de infravermelho capaz de mapear os vasos sanguíneos sob a pele da palma da mão, em segundos, gerando um padrão único e invisível a olho nu. A validação é feita sem qualquer contato físico (touchless), a até 10 centímetros de distância do leitor.
Além de garantir higiene e rapidez, a leitura do padrão interno evita os erros comuns do reconhecimento facial, que frequentemente falha na presença de máscaras, óculos escuros ou alterações de iluminação nas estações.
Em tempos de rígida fiscalização sobre a proteção de dados pessoais, a biometria palmar posiciona-se em conformidade direta com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) por operar sob o princípio do consentimento ativo: o usuário escolhe cadastrar sua mão para ter acesso facilitado.
"Diferente das câmeras de vigilância passiva no rosto, a biometria palmar não armazena fotos nem imagens brutas do cidadão.
O padrão vascular, permite que as minúcias biométricas dos passageiros sejam criptografadas e armazenadas dentro de cofres digitais ou hardware de alta segurança (Hardware Security Module - HSM).
Mesma arquitetura criptográfica que sustenta as operações de maior criticidade do país, como o Pix e Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB), garantindo que a identidade biológica do passageiro esteja totalmente blindada", explica Leonardo Araujo.
A tecnologia da Biostation será apresentada nesta quinta-feira, dia 6 de agosto, durante o Seminário IRIS (Instituto de Regulação, Inovação e Sustentabilidade), no Hotel Renaissance, em São Paulo.
O encontro reunirá grandes nomes do setor, como Inês Coimbra (PGE-SP), Júlio Castiglioni (Metrô SP), Wagner Rosário (TCE-SP), André Isper (ARTESP), André Salcedo (Motiva), Marco Zanini (Biostation-DINAMO) e Ana Patrízia (ANPTrilhos). Também estarão presentes representantes do BNDES e do Banco Mundial.
Os debates serão divididos em três painéis centrais, abordando desde Governança, Controle e Regulação até Financiamento e Expansão da Infraestrutura, culminando nas discussões sobre Inovação, Sustentabilidade e Autoprodução de Energia no transporte metroferroviário.