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Sputnik é altamente eficaz contra a cepa de Manaus, diz estudo. E agora?

Não fosse a luta política, esse estudo deveria mobilizar governo e oposição para desbloquear o uso da vacina

Imunizante russo produz anticorpos contra a cepa de Manaus em 85,5% dos indivíduos após primeira dose. (Reuters/Agência Brasil)

Imunizante russo produz anticorpos contra a cepa de Manaus em 85,5% dos indivíduos após primeira dose. (Reuters/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 24 de maio de 2021 às 19h25.

Por Alon Feuerwerker*

Um estudo da Universidade Nacional de Cordoba (UNC), na Argentina, acaba de mostrar que a vacina russa Sputnik V é altamente eficaz contra a variante do SARS-CoV-2 detectada em primeiro lugar em Manaus, informa a Reuters.

O estudo foi conduzido pelo Instituto de Virologia Dr. Vanella, da UNC, e concluiu que a imunidade desenvolvida em pessoas vacinadas com a Sputnik V neutraliza a cepa após duas doses, e mesmo após a primeira.

Segundo o estudo, 85,5% dos indivíduos desenvolveram anticorpos contra a variante 14 dias após a primeira dose. A taxa sobe para perto de 100% no dia 42 após a primeira dose, em indivíduos que tomaram as duas doses.

São números que deveriam chamar a atenção das nossas autoridades, e mesmo da oposição. Isso se o país não estivesse mesmerizado pela luta política. Num país mais ou menos normal, esse estudo deveria produzir ações de governo, e pressões da oposição sobre o governo, para desbloquear o uso da vacina.

*Alon Feuerwerker é analista político da FSB Comunicação

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