Como caminho para reverter esse quadro, a diversidade precisa estar integrada à estratégia do negócio, diz especialista (Pattanaphong Khuankaew / EyeEm/Getty Images)
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Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 13h00.
A perda de talentos qualificados tem se consolidado como um desafio estratégico para RHs e lideranças. Mais do que dificuldade de contratação, empresas enfrentam altos índices de rotatividade.
Isso é resultado de falhas internas em processos, gestão e cultura organizacional, que impactam diretamente o engajamento, bem-estar e permanência dos profissionais.
Segundo o relatório Global Human Capital Trends 2025, da Deloitte, empresas que investem em bem-estar, propósito e práticas centradas nas pessoas têm mais facilidade para atrair e reter talentos.
Aquelas que negligenciam esses fatores enfrentam maiores desafios de engajamento e rotatividade.
Esse movimento revela a urgência de as empresas revisarem seus processos e a forma como suas lideranças atuam.
“Hoje, as pessoas não querem apenas um emprego, elas querem se sentir respeitadas, seguras e pertencentes. Quando isso não acontece, a saída acaba sendo uma consequência natural”, afirma Flávia Mentone, CEO da Reponto, empresa especializada no recrutamento e seleção de Pessoas com Deficiência.
Pedimos ao especialista que citasse os principais causadores de baixa retenção de talentos. A lista representa ponto de partida por onde empresas podem começar a mudar suas operações.
Esse cenário se conecta às mudanças já estabelecidas na Norma Regulamentadora nº (NR-1), que desde 2024 ampliou a exigência de gestão de riscos psicossociais nas empresas.
Neste ano, a norma passa a cobrar de forma efetiva a responsabilização das organizações na manutenção de ambientes de trabalho seguros e no cuidado com a saúde mental das pessoas colaboradoras.
Ao colocar as pessoas no centro e alinhar cultura, processos e liderança, as empresas não apenas reduzem a rotatividade, mas demonstram também valorizar o ativo mais importante do negócio: o capital humano, aponta Flávia Mentone.
“Como caminho para reverter esse quadro, a diversidade precisa estar integrada à estratégia do negócio. Trazer mais diversidade para dentro da empresa não é apenas uma pauta social, é uma decisão estratégica. Ambientes diversos, inclusivos e humanos retêm talentos, fortalecem a cultura organizacional e constroem resultados mais sustentáveis”, conclui a especialista.