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Joalheria cresce apostando em público LGBT e em alianças para si mesmo

Com visual colorido, moderno e criativo, Macchi já alcançou 490 mil seguidores em redes como TikTok, com vídeos que contam histórias dos casais

Marca de alianças cresce 740% em um ano (Bússola/Reprodução)

Marca de alianças cresce 740% em um ano (Bússola/Reprodução)

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Publicado em 1 de dezembro de 2022, 17h50.

Última atualização em 1 de dezembro de 2022, 18h10.

A escolha do par de alianças é um momento muito especial para todos os casais. A joia é, para muitos, o símbolo que representa o amor e o compromisso, mas o momento da compra pode também se transformar em uma lembrança ruim. Aline Djanikian criou a Macchi em janeiro de 2021 pensando em transformar a comunicação antiga das lojas tradicionais do gênero. Trouxe para as redes uma comunicação próxima com a comunidade, sem distinção de gênero e com uma promessa de personalização. Abraçou até mesmo aqueles que querem comprar alianças para si mesmos.

Com alianças em prata e ouro, a Macchi cresceu 740% de setembro de 2021 a setembro de 2022. Já alcança mais de 490 mil seguidores no TikTok, com vídeos que chegam a 6,6 milhões de visualizações, o que mostra que a receita de proximidade com o público tem dado certo. “Diariamente recebemos histórias de casais pedindo para fazermos vídeos embalando os pedidos deles e compartilharmos as histórias nas nossas redes sociais”, afirma Aline. Isso só é possível porque a equipe da marca é enxuta, e os responsáveis pelo produto e atendimento são próximos, garantindo que o feedbacks dos consumidores seja levado em conta e que a comunidade se sinta ouvida.

Lançada em janeiro de 2021, com foco no digital, a marca nasceu da vontade de Aline de empreender, somada ao convite do padrasto Edison Machiaverni, dono de uma joalheria de mais de 80 anos, criada por seu pai, para que ela trabalhasse na digitalização da loja. Para embarcar no sonho, Aline decidiu fazer uma pesquisa de mercado. Foi quando ela percebeu que as lojas seguem um padrão 100% heteronormativo, com linguagem e comunicação muito tradicionais. Foi quando ela decidiu criar uma nova marca, nativa digital a Macchi é voltada para o público jovem, com foco nas alianças em prata e ouro.

Com produtos de gênero e linguagem inclusiva, a Macchi despertou o interesse do público LGBTQIAP+, ainda que, segundo Aline, a Macchi não seja exclusivamente para esse público. “Por desconstruir essa visão e abraçar uma comunidade que não estava sendo contemplada”, reforça Aline, que também é graduada em publicidade e propaganda e trabalhou durante quase dez anos no mercado financeiro.

Nas redes sociais, os vídeos que contam as histórias de consumidores chegam a milhões de visualizações e tem entre os mais vistos, com 6,6 milhões de visualizações, um vídeo mostrando o unboxing de um par de alianças. São aproximadamente 490 mil seguidores no TikTok e 44 mil no Instagram. “Aos poucos foi nascendo a Comunidade Macchi, que é muito diversa e cheia de pessoas que, assim como nós, acreditam em todas as formas de amor! Mais do que clientes, hoje nós temos fãs da marca e acredito que isso só foi possível porque sempre fizemos questão de ouvir, acolher e construir junto com a nossa comunidade”, diz Aline.

O setor é promissor, só em 2021 o segmento de joias teve alta de 20% no faturamento, arrecadando um total de US$ 4,5 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM). Por esse motivo, a expectativa da marca é fechar 2022 com um faturamento de R$ 1,5 milhão.

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