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ESG: O valor de saber fazer o que realmente importa

Um dos passos fundamentais nas estratégias ESG é levar o foco e senso de direção para o planejamento e engajamento dos stakeholders

Por Danilo Maeda*

Mudanças climáticas, desigualdade, diversidade, uso de recursos naturais, relações trabalhistas, impactos no entorno, estratégia e retorno de longo prazo e muito mais. A agenda de temas ESG é extensa e repleta de questões fundamentais para a preservação e melhoria das condições de vida na Terra, além de viabilizar a própria subsistência das empresas no longo prazo.

Mas o que fazer diante de tantos problemas de proporções gigantescas? Ao nos depararmos com questões de largo alcance e impacto, temos a sensação de que podemos fazer muito pouco para contribuir ou nos proteger dos riscos que esses movimentos impõem. Sem falar na dificuldade de definir por onde começar, em meio a tantos problemas com características diferentes entre si, mas com a semelhança de que são todos urgentes.

A boa notícia é que sempre há algo a ser feito. Inclusive por organizações de pequeno porte e até em nossa vida pessoal — desde que se saiba que as iniciativas podem ser proporcionais ao tamanho e tipo de impactos causados. Esse, aliás, é um primeiro passo fundamental: Estratégias ESG que adicionam valor real à empresa e seus stakeholders precisam de foco e senso de direção.

A sabedoria popular está repleta de ensinamentos sobre como a dispersão de esforços é ineficiente: “quem muito quer, nada tem”, “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”, “não coloque a carroça na frente dos bois”, “o apressado come cru”... Esses e outros ditados acertam no diagnóstico de que é preciso escolher prioridades e agir com planejamento para se obter bons resultados. É andar “com a humildade de quem sabe onde quer chegar”, como diz a canção.

E é neste ponto que se torna fundamental entender o conceito de materialidade e como ele deve ser aplicado. Segundo a GRI, principal organismo internacional na área de relatos de sustentabilidade, o conceito se refere aos “temas e indicadores que reflitam os impactos econômicos, ambientais e sociais significativos da organização ou possam influenciar de forma substancial as avaliações e decisões dos stakeholders”. Em outras palavras, temas materiais são os assuntos que realmente importam para uma empresa e para quem se relaciona com ela.

Delimitar em quais temas a empresa deve atuar garante que os esforços sejam colocados onde é possível fazer alguma diferença, para a própria empresa e para os seus públicos de relacionamento. Na prática, significa não entrar em pautas que têm pouca relação com o negócio ou que não são relevantes para os stakeholders. Isso permite direcionar os esforços em ações que fazem mais sentido para a organização e seu entorno, o que tipicamente melhora o retorno desses investimentos.

Para chegar a uma lista consistente de temas materiais é fundamental incluir um processo de engajamento de stakeholders: ouvir os públicos estratégicos e entender quais temas são mais relevantes para eles, considerando os impactos da empresa e sua permanência no longo prazo. É um tanto trabalhoso, mas altamente recompensador pela quantidade de aprendizado que conseguimos obter, sem falar na melhoria de relacionamento que acontece naturalmente, ao demonstrar para clientes, parceiros, fornecedores, funcionários e outros grupos que a empresa está comprometida com um futuro melhor, que não quer fazer isso sozinha e que procura investir em temas nos quais pode fazer a diferença.

Nesses momentos encontramos oportunidades escondidas e descobrimos o valor de fazer o que realmente importa.

*Danilo Maeda é head da Beon, consultoria de ESG do Grupo FSB

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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