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Educação financeira como investimento pós-crise

Um consumidor educado financeiramente tem mais poder de consumo a longo prazo que o consumidor compulsivo que tende à inadimplência

Por Dina Prates*

Como equilibrar as finanças em tempos de pandemia é uma das perguntas mais feitas aos educadores financeiros no último ano. Em um cenário de alto desemprego, em que muitas famílias perderam sua renda, empresas fecharam e um caos sanitário se instaurou no país, conseguir resultados financeiros eficientes é um desafio para pessoas físicas e pessoas jurídicas.

Entre os assuntos do momento mais pesquisados pelos brasileiros no Google, houve um crescimento considerável nas pesquisas sobre educação financeira, dívidas, investimentos, entre outros termos no campo das finanças. As buscas são uma novidade na área. Eis que, pressionadas ou não pela nova realidade econômica e social do país, uma parcela da população começa a despertar sua consciência financeira buscando, além de pagar os boletos, aprender a cuidar dos recursos financeiros.

Essa realidade não se restringe à internet. Os investimentos em campanhas de conscientização financeira em horário nobre e em programas sobre educação financeira na televisão aberta cresceram no último período, o que pode indicar que o próprio mercado está despertando para a visão de que um consumidor educado financeiramente tem mais poder de consumo a longo prazo, do que o consumidor compulsivo, que contribui para os altos níveis de inadimplência. A educação financeira assim se torna também uma ferramenta estratégica de marketing e venda.

O endividamento prejudica a economia como um todo

Segundo os dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, em janeiro deste ano, o endividamento das famílias brasileiras alcançou a marca de 66,5% da população. O alto índice de endividamento revela como os efeitos da crise econômica e a falta de educação financeira impactam diretamente no cotidiano dos brasileiros.

Nesse sentido, ensinar a população a gerenciar seus recursos é uma estratégia que pode prevenir a reprodução do superendividamento e se mostra como um dos maiores investimentos de longo prazo no país. Por mais otimistas que sejamos, a recuperação pós-crise exigirá ações conjuntas e inovadoras para que as famílias brasileiras recuperem a sua renda, o seu poder de consumo e possam acessar qualidade de vida.

Na minha visão, a educação financeira é uma das maiores vias de desenvolvimento econômico e social de longo prazo. O dinheiro ainda é um tabu e por isso uma grande parcela da população chega à vida adulta sem saber como se organizar e por onde começar. Uma vez superada as dificuldades de bom uso do dinheiro desde cedo, toda a sociedade enriquece coletivamente.

*Dina Prates é consultora e educadora financeira, mestra em sociologia e sócia-fundadora do Instituto Estrela Preta

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame. 

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