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Dia Mundial do Câncer: programa de prevenção reduz custos do setor de saúde suplementar 

Visando uma solução mais sustentável para o setor, A.C.Camargo oferece programa robusto de prevenção oncológica para empresas

No dia Mundial do Câncer, investigamos programa que propõe preveção e reduz custos operacionais (Miladin Pusicic/Getty Images)

No dia Mundial do Câncer, investigamos programa que propõe preveção e reduz custos operacionais (Miladin Pusicic/Getty Images)

Aquiles Rodrigues
Aquiles Rodrigues

Repórter Bússola

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 14h07.

As empresas do setor de saúde suplementar começam a mudar a postura quanto ao câncer. Atualmente, a doença é tratada apenas quando diagnosticada, mas essa abordagem gera grandes custos operacionais

“O modelo atual é pouco sustentável. Hoje, cerca de 85% dos custos das operadoras estão concentrados no tratamento, enquanto apenas 1% é destinado à prevenção”, aponta Rafael Ielpo, diretor comercial e de Marketing do A.C.Camargo Cancer Center

Segundo ele, o impacto financeiro é expressivo, uma vez que o tratamento de um câncer diagnosticado em estágio avançado pode custar até 400% mais do que quando identificado precocemente – como é no caso dos tumores de mama.

Com o envelhecimento da população, o INCA projeta cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Num país onde 75% a 80% dos planos de saúde são empresariais, o setor de saúde suplementar já busca gerir recursos de forma mais ativa.

Para atender a demanda, o A.C.Camargo Cancer Center criou o “Programa de Gestão Oncológica para Empresas”.

Sustentabilidade e bem-estar no centro da questão

O programa do cancer center reposiciona o cuidado oncológico como uma estratégia de gestão corporativa e não apenas assistencial

  • A iniciativa atua em dois eixos principais: prevenção estruturada e linhas de cuidado oncológico mais eficientes. 
  • O foco está no rastreamento, diagnóstico precoce e coordenação do tratamento. 
  • O programa acompanha o paciente de forma integral durante toda a jornada oncológica, até a reabilitação e retorno à vida produtiva.

No centro da iniciativa está a sustentabilidade. “Hoje quando a gente pensa na sinistralidade das operadoras de saúde, que está em torno aí de 85%, apenas 1.3% é gasto com prevenção. Todo o resto é gasto com doença. 

Ou seja, estamos buscando soluções para uma saúde mais acessível e mais ampla, que dê acesso para mais gente e que no final do dia custe mais barato”, diz Ielpo. 

Atualmente, a adesão ao programa é de cerca de 10% quando em iniciativas anteriores era de apenas 0,5%. Considerando o cenário, o avanço é animador, pois indica aumento da conscientização.

“Antigamente não falava nem o nome câncer, a gente falava 'aquela doença'. E isso hoje não é mais uma realidade. Acho, sem dúvida nenhuma, que existe uma mudança nos gestores de saúde e nos gestores de pessoas das empresas, entendendo que precisamos investir em prevenção. Isso é fundamental”, conclui Ielpo.

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