BÚSSOLA TRENDS: A nova era do rádio chegou para ficar?

O áudio se tornou protagonista em 2021; precisamos valorizar a importância do som

Por Alexandre Loures e Flávio Castro*

Nossa curadoria da semana aborda a importância do som como ferramenta de comunicação e marketing em um novo ambiente de consumo de conteúdo onde a voz, e a música, humanizam a presença digital.

Temos acompanhado a valorização do áudio nos últimos anos e, principalmente durante a pandemia, houve um aumento significativo do consumo de áudio digital, que podemos atribuir à conveniência da comunicação.

Começou com a retomada e o rápido crescimento dos podcasts em 2019, depois com o boom das “salas de conversas” em tempo real em redes sociais como o Clubhouse; o Twitter lançou o Spaces, novo recurso que permite criar salas de chat de voz; e o Facebook divulgou, em junho, uma nova ferramenta, disponível nos EUA, que inclui uma opção para ouvir podcasts pelo aplicativo, além do Live Audio Rooms. A rede social promete anunciar, em breve, a opção de soundbites para compartilhamento de mensagens de voz curtas e também uma ferramenta de criação de áudio com a função de estúdio portátil, em fase avançada de desenvolvimento.

Neste cenário, os serviços de streaming de música não ficaram de fora e começaram a rever a entrega da música para os ouvintes.

Algumas plataformas de streaming, como Deezer e Tidal, já utilizam a tecnologia Hi-Fi (High Fidelity), um formato mais realista e que não perde a qualidade do som.

O Amazon Music já conta com uma versão de alta qualidade de áudio mas não está disponível no Brasil. Ainda.

A Apple Music anunciou, em junho deste ano, que todo o seu catálogo já está em alta definição, com qualidade Lossless.

A concorrência fez com que o Spotify, um dos serviços de streaming mais populares do mundo, corresse contra o tempo para oferecer áudio sem perda para assinantes premium – ainda sem data de lançamento.

Todas as plataformas estão se desenvolvendo para entregar mais conteúdo e mais qualidade de áudio nesse novo cenário onde o áudio é protagonista.

No formato home office, tendência de permanência na maioria das grandes empresas, as pessoas continuam conectadas; podem ouvir livros, fazer cursos, escutar podcasts, rádios, músicas, sem precisar estarem 100% disponíveis.

Ouvir significa, nos dias atuais, otimizar o tempo.

É preciso pensar em estratégias de áudio para investir em uso de mídia sonora e áudio advertising.

Podcasts, conteúdo para home assistants, player de áudio nos posts, audiobooks, sound branding, apps mobile, games e rádios online geram aumento de tempo de permanência do usuário nos sites, captação de leads, tráfego, engajamento e autoridade digital.

A voz se torna o centro das atenções e transforma a presença digital em uma experiência mais humanizada.

Portanto, o futuro promete mais qualidade de audição.

As pessoas querem ouvir. O importante, agora, é saber o que, e como, falar!

Leia mais:

Twitter Spaces agora permite baixar gravação das salas de áudio

Facebook lança podcasts e salas de áudio ao vivo

Por que Apple, Amazon e Spotify estão adotando música de alta definição: um guia para streaming ‘Lossless’

Duas principais tendências para observar nas mídias sociais (em inglês)

Utilizando o áudio digital para promover as marcas (em inglês)

*Alexandre Loures e Flávio Castro são sócios da FSB Comunicação

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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