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As 4 tendências que guiarão o varejo popular em 2026

Consumidores do varejo popular estarão ainda mais atentos a preço, conveniência e variedade. Confira todas as tendências

Quem observa o consumidor no ponto de venda, entende o que está girando e ajusta o sortimento em tempo real (d3sign/Getty Images)

Quem observa o consumidor no ponto de venda, entende o que está girando e ajusta o sortimento em tempo real (d3sign/Getty Images)

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Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 13h00.

Última atualização em 9 de janeiro de 2026 às 14h48.

O varejo popular deve crescer cerca de 2,3% neste mês, uma boa partida para a trajetória do setor em 2026. Para os empreendedores, a previsão do Instituto para Desenvolvimento do Varejo comunica: está na hora de começar o planejamento.

Isso porque a projeção de crescimento está ligada ao comportamento do consumidor, e só pode tornar-se real se o mercado entendê-lo. 

“O cliente do varejo popular é muito objetivo: ele busca economia, facilidade para comprar e um sortimento que resolva sua necessidade imediata. Quem unir preço competitivo, organização e agilidade no atendimento terá vantagem neste ano”, André Seibel, CEO do Circuito de Compras.

Convidamos o executivo para explorar 4 tendências geradas pelos consumidores que vão dominar o varejo popular em 2026.

1. Preço e negociação como motores centrais da decisão de compra

Em 2026, o público do varejo popular estará ainda mais sensível ao preço e à percepção de valor. 

“A boa negociação continua sendo um diferencial competitivo muito forte nesse segmento. O consumidor desse universo é experiente, compara valores, conversa com os vendedores e percebe rapidamente quando o preço está desalinhado com o mercado”.

Na prática, os lojistas do setor devem se guiar pelo eixo promoções, combos, descontos progressivos e condições flexíveis. Isso vale para tanto no atacarejo quanto nas compras unitárias. 

“Flexibilidade de negociação pode ser decisiva para fechar uma venda. Comerciantes que conseguirem trabalhar margens inteligentes, kits promocionais e descontos estruturados por volume tendem a se destacar”.

2. Pagamentos facilitados impulsionando conversão nas lojas físicas

Com o aumento do fluxo em polos comerciais e da presença de consumidores de diferentes perfis financeiros, as formas de pagamento ganharão papel ainda mais estratégico no varejo popular. 

  • Pix imediato, parcelamentos acessíveis, crediário simplificado e sistemas de cobrança ágeis devem ampliar a taxa de conversão.
  • Facilitar a forma de pagar reduz atrito, acelera o atendimento e aumenta o ticket médio. 

Para comerciantes que recebem consumidores de fora da cidade, especialmente em compras de grande volume, meios de pagamento flexíveis podem determinar a escolha da loja.

3. Sortimento inteligente guiado pela demanda local

A curadoria estratégica de produtos será um dos pilares do desempenho no varejo popular em 2026. 

Mais do que apenas oferecer variedade, os lojistas precisam ajustar seus estoques com rapidez, reagindo rapidamente à virada de tendências, sazonalidade e oscilação de valores dos fornecedores.

“Quem observa o consumidor no ponto de venda, entende o que está girando e ajusta o sortimento em tempo real, conseguindo proteger a margem, reduzir perdas financeiras e aumentar a frequência de compra”.

4. Inteligência de dados aplicada ao varejo físico

A adoção de análises baseadas em dados tende a ganhar forte tração no varejo popular em 2026, impulsionada pelo ritmo acelerado do comportamento de compra. 

  • A integração entre informações de fluxo, ticket médio, sazonalidade, margem e origem dos consumidores fortalece a capacidade de previsão. 
  • Mesmo operações pequenas conseguem, com dashboards básicos ou planilhas bem estruturadas, monitorar padrões e tomar decisões rápidas. 

No varejo físico popular, em que o giro é intenso e cada dia impacta diretamente o caixa, operar orientado por dados se torna uma vantagem competitiva decisiva para ampliar margem e elevar a performance da loja.

“Dessa forma, 2026 será marcado por um varejo popular ainda mais competitivo e centrado no comportamento do consumidor. Mesmo com foco em preço, o cliente busca agilidade, clareza e confiança. 

As marcas que investirem em sortimento estratégico, boa negociação e eficiência de loja estarão mais preparadas para se destacar em um cenário cada vez mais movimentado”, conclui André Seibel.

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