André Jácomo: Qual é o peso real da terceira via nas eleições de 2022?

Se não houver nenhum fato novo, a eleição deve manter um quadro padrão de PT versus antipetismo

Por André Jácomo*

Mantidas as condições normais de temperatura e pressão políticas, tudo indica que o pleito presidencial do ano que vem manterá o padrão de disputa eleitoral presente desde as eleições de 1994: um candidato do PT versus o candidato que melhor veste a camisa do antipetismo naquele momento. Já foram Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves e, mais uma vez, será Jair Bolsonaro.

Em uma eleição que será marcada pela disputa de rejeições aos principais candidatos à Presidência da República, muitos analistas políticos e da opinião pública são perguntados sobre qual a força de uma terceira via competitiva nas eleições do ano que vem.

Esta semana, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou uma pesquisa que mostrou que 30% dos eleitores brasileiros preferem algum candidato que não seja ligado nem a Jair Bolsonaro, tampouco a Lula.

O número parece estar ligeiramente acima da proporção histórica de votos que a terceira via costuma ter no Brasil. Apenas em 2002 (eleição Lula contra Serra) que os candidatos que se puseram fora da dualidade política brasileira somaram 30% dos votos. Na ocasião, a terceira via era formada por Garotinho e Ciro Gomes. Para se ter ideia, em 2018, os candidatos dessa via somaram todos aproximadamente 25% dos votos no primeiro turno. O mais bem sucedido, Ciro Gomes, teve 12% dos votos.

Entretanto, a terceira via não é um partido. São diversas tendências e preferências eleitorais ali colocadas em um perfil eleitoral que parece bastante difuso, de centro-esquerda ou de centro-direita.

É uma fatia expressiva do eleitorado, entretanto, bastante fragmentada.

*André Jácomo é diretor do Instituto FSB Pesquisa

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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