Mulher passeia de bicicleta por rua de Amsterdã, após governo holandês decretar novas medidas de combate ao coronavírus (Piroschka van de Wouw/Reuters)
Victor Sena
Publicado em 14 de outubro de 2020 às 20h55.
Última atualização em 14 de outubro de 2020 às 21h13.
A Europa aperta as normas de isolamento e distanciamento social diante da emergência forte de uma nova onda casos de covid-19. Aparentemente, a população jovem funciona agora como forte propagadora. O "aparentemente" fica por conta de que a ciência está aprendendo a pilotar o avião em pleno voo.
A Rússia, onde o repique é forte, acaba de registrar uma segunda vacina. Mas lá, como em todo lugar, uma coisa é ter a vacina, outra coisa é produzi-la, distribuí-la e aplicá-la em massa. Notícias sobre vacina aliviam o espírito, mas não têm efeito imunizante.
Já os Estados Unidos seguem em sua marcha aparentemente irrefreável rumo à tentativa de resolver o problema com a chamada imunidade de rebanho. O custo em casos e mortes parece estar sendo alto, dizem as pesquisas, para a campanha de reeleição de Donald Trump.
E o Brasil? Enquanto espera pelas vacinas produzidas pelos outros, reza (nestas horas até os ateus rezam) para a tendência das curvas de casos e de mortes continuar declinante. E os políticos ajustam o ritmo da reabertura aos princípios da ciência. A ciência eleitoral.
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* Analista político da FSB Comunicação