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Reino Unido trabalha para reabrir Ormuz, mas não entrará na guerra

Primeiro-ministro britânico afirma que prioridade é restabelecer navegação e proteger cidadãos no Oriente Médio

Estreito de Ormuz: bloqueio prolongado do canal poderia redefinir o equilíbrio energético global. (Langevin Jacques / Colaborador/Getty Images)

Estreito de Ormuz: bloqueio prolongado do canal poderia redefinir o equilíbrio energético global. (Langevin Jacques / Colaborador/Getty Images)

Publicado em 16 de março de 2026 às 10h34.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira, 16, que seu governo trabalha com aliados internacionais, incluindo países europeus, em um plano “viável” para reabrir o Estreito de Ormuz.

Apesar da fala, ele ressaltou que o país não pretende se envolver diretamente na guerra contra o Irã.

Em entrevista coletiva, Starmer afirmou que o Reino Unido continuará atuando diplomaticamente para buscar uma solução rápida para o conflito e reduzir os riscos à estabilidade regional.

“Não nos deixaremos arrastar para a guerra. Quero que essa guerra termine o mais rápido possível, porque quanto mais ela se prolongar, mais perigosa se torna a situação e pior fica o custo de vida”, declarou.

Plano para restabelecer navegação

O premiê britânico comentou a situação após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a OTAN enfrenta um futuro “muito sombrio” caso os aliados não contribuam para reabrir o estreito.

Segundo Starmer, a reabertura da rota marítima — por onde passa grande parte do petróleo consumido no mundo — é fundamental para garantir a estabilidade do mercado energético global.

Ele reconheceu, no entanto, que a tarefa é complexa.

“Estamos trabalhando com todos os nossos aliados, incluindo nossos parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que permita restabelecer a liberdade de navegação na região o mais rápido possível e mitigar o impacto econômico”, afirmou.

O premiê acrescentou que uma das prioridades do governo britânico é garantir a segurança de cidadãos do Reino Unido que vivem ou estão na região do Oriente Médio.

Alta do petróleo e medidas internas

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta aos ataques dos EUA ao seu território, provocou forte alta no preço do petróleo, que ultrapassou US$ 100 por barril.

Diante desse cenário, Starmer anunciou um pacote de 53 milhões de libras para ajudar famílias mais vulneráveis a lidar com o aumento dos custos de energia. As medidas incluem apoio a residências afetadas pela alta do preço do óleo para aquecimento, especialmente em áreas rurais.

Em entrevista publicada pelo jornal Financial Times, Donald Trump afirmou que considera “lógico” que países que dependem do estreito ajudem a garantir a segurança da região.

Segundo ele, a Europa e a China dependem em grande medida do petróleo que passa pelo Golfo Pérsico, ao contrário dos Estados Unidos.

“Se não houver resposta ou se a resposta for negativa, acredito que será muito ruim para o futuro da OTAN”, disse o presidente americano.

O barril de petróleo Brent para entrega em maio abriu a semana em alta de 1,40% e era negociado nesta segunda-feira acima de US$ 104.

*Com EFE

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