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Zelensky diz que defendeu sanções à Rússia em conversa com Bolsonaro

De acordo com Zelensky, os dois também discutiram a retomada da exportação de grãos

Bolsonaro e Zelensky: Embora o Brasil tenha endossado moções de repúdio à Rússia pela invasão à Ucrânia, Bolsonaro preferiu adotar posição de "neutralidade" no conflito (Montagem AFP e Alan Santos/PR/AFP)

Bolsonaro e Zelensky: Embora o Brasil tenha endossado moções de repúdio à Rússia pela invasão à Ucrânia, Bolsonaro preferiu adotar posição de "neutralidade" no conflito (Montagem AFP e Alan Santos/PR/AFP)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 18 de julho de 2022 às 12h14.

Última atualização em 18 de julho de 2022 às 12h16.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou nesta segunda-feira, 18, que conversou por telefone com o presidente Jair Bolsonaro. O contato, adiantado pelo chefe do Executivo no fim de semana, não consta da agenda oficial do presidente, como deveria acontecer. De acordo com Zelensky, os dois discutiram a retomada da exportação de grãos.

"Tive uma conversa com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Informei sobre a situação no front da guerra. Discutimos a importância de retomar as exportações de grãos para evitar uma crise alimentar global provocada pela Rússia. Apelo a todos os parceiros para que se juntem às sanções contra o agressor", publicou o presidente da Ucrânia, no Twitter.

No domingo, Bolsonaro disse a jornalistas que daria sua opinião sobre a guerra a Zelensky, caso solicitado. "Eu não sei o que ele vai falar comigo, (...), mas eu pretendo falar pra ele o que eu acho, se ele perguntar pra mim alguma coisa, de onde podemos colaborar, eu vou dar a minha opinião, só vou dar se ele pedir", disse. "O que eu posso adiantar pra vocês, por telefone vai estar (sic.) eu, o ministro e intérprete, mais ninguém", antecipou.

Embora o Brasil tenha endossado moções de repúdio à Rússia pela invasão à Ucrânia, Bolsonaro preferiu adotar posição de "neutralidade" no conflito. Em entrevistas e lives, costuma destacar a preocupação com a diminuição na oferta de trigo no mercado mundial e conta com a Embrapa para diminuir a dependência do País das importações da commodity.

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