Valor do 'Minha Casa' pode ser corrigido ainda este mês

Valor máximo dos imóveis que podem ser financiados com dinheiro do FGTS pode ser corrigido e saltar de R$ 130 mil para algo entre R$ 150 mil e R$ 170 mil
Governo quer acelerar o Minha casa, Minha Vida entre as famílias com renda mensal entre seis e dez salários mínimos (Antônio Cruz/AGÊNCIA BRASIL)
Governo quer acelerar o Minha casa, Minha Vida entre as famílias com renda mensal entre seis e dez salários mínimos (Antônio Cruz/AGÊNCIA BRASIL)
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Da RedaçãoPublicado em 17/01/2011 às 09:16.

Brasília - O governo da presidente Dilma Rousseff já prepara a sua primeira bondade política para dar um incentivo adicional à segunda fase do programa "Minha Casa, Minha Vida" e aos financiamentos para uma parcela da classe média. Estagnado há mais de três anos, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados com dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em cidades com mais de 1 milhão de habitantes pode ser corrigido ainda neste mês pelo Conselho Curador do FGTS e saltar de R$ 130 mil para algo entre R$ 150 mil e R$ 170 mil.

O objetivo é acelerar o programa entre as famílias com renda mensal entre seis e dez salários mínimos nos grandes centros urbanos, como São Paulo, Brasília e Rio - onde os preços dos imóveis são mais elevados e não se enquadravam nos montantes definidos pelo FGTS. O programa é uma prioridade de Dilma, que na campanha eleitoral se comprometeu a construir pelo menos 2 milhões de moradias em seus quatro anos de governo. No fim do ano passado, o conselho aprovou um orçamento de R$ 46,9 bilhões para 2011, sendo R$ 30,6 bilhões para habitação.

Ao mexer no teto do valor do imóvel financiado para regiões metropolitanas e grandes cidades, também serão revistos os limites para localidades com menos moradores. Para cidades com população entre 250 mil e 1 milhão de habitantes, o valor é de R$ 100 mil e nos demais municípios, de R$ 80 mil. A sugestão da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é de que essas faixas sejam fixadas em R$ 100 mil e R$ 130 mil. Para o teto, a proposta é de R$ 150 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.