UPAs, Farmácia Popular e Samu têm recursos só até agosto

O ministro argumentou que atualmente a Previdência consome 50% da arrecadação federal, o que, segundo ele, compromete de forma direta as demais áreas sociais

Brasília - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que a solução do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) está condicionada a uma reforma na Previdência Social.

"Eu não tenho nenhuma pretensão de redimensionar o SUS. O que nós precisamos é capacidade de financiamento para atender a demanda", disse. "Só conseguiremos espaço fiscal para saúde se conseguirmos repactuar os gastos excessivos na Previdência", completou.

O ministro argumentou que atualmente a Previdência consome 50% da arrecadação federal, o que, segundo ele, compromete de forma direta as demais áreas sociais. Dos R$ 118 bilhões previstos no orçamento deste ano para a Saúde, R$ 9,9 bilhões foram contingenciados.

Com o corte, recursos para custear programas considerados essenciais, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Farmácia Popular e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), são suficientes somente até agosto.

Pelo orçamento atual, também não há verba para custear internações, cirurgias e outros procedimentos chamados de média e alta complexidade em dezembro.

Barros afirmou que deve nesta quarta-feira, 18, em reunião marcada com o ministro do Planejamento, Romero Jucá, solicitar a liberação de recursos para a área. "O SUS está previsto na Constituição, é um direito garantido. Isso não será mudado", disse o atual titular da Saúde.

Jucá, por sua vez, declarou que a repactuação do SUS será discutida no âmbito do Ministério da Saúde. "É claro que há subfinanciamento do SUS. Faltam recursos.

A tabela de procedimentos não é reajustada, os serviços estão aquém do que deve ser ofertado à sociedade. Tudo isso será discutido na área específica do ministro", afirmou o titular do Planejamento, que participou da abertura do XXVIII Fórum Nacional, organizado pelo ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso.

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