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Bitcoin sobe com pausa nos ataques entre EUA e Irã

Interrupção do conflito provoca queda de 6% no preço do petróleo, o que traz esperança de um cenário de menos inflação

Representação do bitcoin (crédito: Kanchanara/Unsplash)

Representação do bitcoin (crédito: Kanchanara/Unsplash)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 27 de julho de 2026 às 10h25.

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O bitcoin opera em alta nesta segunda-feira, 27, em meio à queda de 6% no petróleo por conta da pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã.

Durante o fim de semana, o embaixador dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, disse que o presidente norte-americano, Donald Trump, está dando espaço ao diálogo com o Irã. Enquanto isso, os iranianos também suspenderam seus ataques no Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa 20% do petróleo do mundo.

Um retorno ao acordo de paz entre os dois países reduziria as pressões sobre o petróleo e, consequentemente, aos preços de combustíveis no mundo todo, ajudando no combate à inflação.

Às 10h21 (horário de Brasília) o bitcoin subia 0,8% em um período de 24 horas, a US$ 64.950 por unidade.

Em relatório, a consultoria Vault Capital diz que uma queda do petróleo, devolvendo ao Federal Reserve (Fed) a opção de não elevar os juros nos EUA, é o único canal capaz de desarmar os 34% de probabilidade de alta dos juros que o mercado estava precificando.

Vale lembrar que nesta quarta-feira, 29, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) terá sua próxima decisão sobre a taxa de juros dos EUA. A expectativa predominante é de manutenção das taxas no patamar de 3,5% a 3,75% ao ano.

“Enquanto não houver maior clareza sobre a trajetória da política monetária americana, o bitcoin deve permanecer consolidado acima dos US$ 65 mil, acompanhando de perto tanto os dados macroeconômicos quanto a evolução da demanda institucional pelos ETFs [fundos negociados em bolsa]”, afirma Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da corretora Bitget para a América Latina.

ETFs negativos, mas Fear & Greed melhora

Na sexta-feira, 24, foi registrado um saldo líquido negativo de US$ 240,1 milhões nos ETFs de bitcoin à vista dos EUA. O maior alvo de saques foi o IBIT, da BlackRock, com US$ 212,2 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras.

Nos ETFs da criptomoeda ether, o fluxo foi negativo em US$ 70,7 milhões, interrompendo uma sequência de cinco pregões de entrada de capital.

Entre os indicadores, o índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas subiu dos 35 para 38 pontos. Com a alta, o mercado volta a se aproximar da zona “neutra”, embora continue indicando predominância do “medo”.

O Fear & Greed usa informações como momentum de preços, volatilidade e posições predominantes no mercado de derivativos para criar um score que vai de 0 a 100 pontos. Quanto mais próximo de zero maior é o medo dos investidores, ao passo que valores perto de 100 indicam predominância do otimismo e apetite por risco.

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