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Uniforme rosa para detentos no TO é alvo de críticas

A OAB criticou a medida e afirmou que se tratava de um abuso de autoridade

Jayme Asfora criticou medidas estudadas pelo governo do Tocantins (Reprodução)

Jayme Asfora criticou medidas estudadas pelo governo do Tocantins (Reprodução)

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Da Redação

Publicado em 3 de fevereiro de 2011 às 21h17.

Brasília - A notícia de que o Tocantins vai cortar cabelos de presos com máquina 2 e quer instituir uniforme rosa para detentos e verde-limão para detentas causou reação ontem.

Para o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jayme Asfora, trata-se de “abuso de autoridade” do secretário de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado, João Costa, e ele deve ser processado e exonerado do cargo.

Para proteger a integridade moral dos presos, a Defensoria Pública do Tocantins deu prazo de 24 horas para que a portaria seja suspensa ou entrará com ação civil pública. Segundo o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Ramaís Silveira, as medidas são “ineficazes” e “trazem prejuízos psicológicos e de outras ordens”. Para ele, as pessoas seriam “estigmatizadas” pelo corte de cabelo e a escolha do rosa para uniforme é “vexatória”.

Ontem à noite, o secretário João Costa disse que vai suspender hoje o corte de cabelos, mas manterá o estudo para instituir os uniformes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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