Repórter
Publicado em 26 de outubro de 2026 às 09h46.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificou como falsa a afirmação de Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do partido foram retirados da sala-cofre durante a apuração do segundo turno das eleições de 2026. Segundo a Corte, o espaço não é aberto à visitação, mas dois representantes do PL acompanharam a totalização dos votos em áreas destinadas à fiscalização. O tribunal afirmou ter registros de presença e filmagens que comprovam o acesso.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) classificou como falsa a afirmação de Flávio Bolsonaro (PL) de que fiscais do partido foram retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Em uma checagem oficial publicada às 0h30 desta segunda-feira, 26, o tribunal afirmou que a sala-cofre não é aberta à visitação e que os representantes do PL acompanharam a divulgação dos resultados em outras dependências da Corte.
"Em entrevista concedida após a proclamação dos resultados das Eleições Gerais de 2026, na noite deste domingo, 25, o candidato não eleito à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou que fiscais do Partido Liberal (PL), legenda pela qual concorreu ao cargo, teriam sido retirados da sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A afirmação é falsa", informou o tribunal.
Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro declarou que não reconheceria o resultado e pediria a anulação das eleições.
"Outra coisa, detalhe que poucos sabem aqui: os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada", afirmou o senador.
Segundo o tribunal, dois fiscais do PL estiveram na sede da Corte no domingo, 25, para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do prédio, e a totalização e divulgação dos resultados, na Sala de Totalização.
Os representantes do partido também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar.
O TSE afirmou que há registros de presença nos locais visitados e filmagens na Sala de Totalização que comprovam o acesso dos fiscais às unidades destinadas ao acompanhamento do processo eleitoral.
A Corte esclareceu que a sala-cofre não é aberta à visitação. Outras áreas, como a Sala de Totalização, podem ser acessadas por representantes de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público.
Esses profissionais podem acompanhar a totalização e a divulgação dos resultados desde o início do procedimento, segundo o tribunal.
A resposta do TSE foi divulgada horas depois de Flávio Bolsonaro questionar a apuração e afirmar que pediria a anulação das eleições.
O resultado do segundo turno foi anunciado na noite de domingo, 25, pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
Lula foi reeleito presidente da República após derrotar Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.
Não, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A Corte classificou como falsa a afirmação de Flávio Bolsonaro e esclareceu que a sala-cofre não é aberta à visitação.
Segundo o TSE, dois fiscais acompanharam o Teste de Integridade das Urnas no subsolo do prédio e a totalização e divulgação dos resultados na Sala de Totalização. Eles também visitaram a Sala dos Partidos Políticos, no quinto andar.
O tribunal informou que possui registros de presença nos locais visitados e filmagens da Sala de Totalização que comprovam o acesso dos representantes do partido.
Segundo a Corte, fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, podem acompanhar a totalização e divulgação dos resultados em áreas destinadas a essa finalidade.
Não. Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconheceria a reeleição de Lula e que pediria a anulação das eleições.