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Fachin pede respeito às urnas e diz que Brasil precisa de paz após eleições

Presidente do STF defende serenidade após a disputa eleitoral e diálogo entre os Poderes dentro dos limites da Constituição

Edson Fachin: ministro do Supremo Tribunal Federal pediu respeito à decisão das urnas pela reeleição de Lula (Rosinei Coutinho/STF)

Edson Fachin: ministro do Supremo Tribunal Federal pediu respeito à decisão das urnas pela reeleição de Lula (Rosinei Coutinho/STF)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 25 de outubro de 2026 às 23h26.

Última atualização em 25 de outubro de 2026 às 23h59.

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, defendeu o respeito ao resultado das eleições de 2026 e pediu serenidade após o encerramento da disputa. Com 99,99% das urnas apuradas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito, com 64.255.969 votos (51,79%). Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 59.826.002 votos (48,21%). 

Em nota divulgada neste domingo, 25, o ministro afirmou que o país precisa de paz, estabilidade institucional e diálogo entre os Poderes.

Confira o Mapa de Apuração da Eleição para Presidente 2026 (2º turno)

“Concluídas as eleições de 2026, é tempo de reafirmar o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas”, declarou. Segundo Fachin, o reconhecimento da soberania popular é fundamento da legitimidade democrática.

O ministro afirmou que as diferenças políticas não devem impedir a construção de caminhos comuns para enfrentar os desafios nacionais.

“Encerrada a disputa eleitoral, é momento de serenidade, responsabilidade e compromisso com o País”, disse. “O Brasil precisa de paz, estabilidade institucional e respostas concretas às legítimas aspirações da sociedade.”

Fachin também agradeceu o trabalho de mesários, voluntários, servidores e magistrados na realização das eleições. Na nota, afirmou que esses profissionais concretizam, nas seções de votação, “a força da instituição eleitoral, patrimônio do Judiciário brasileiro”.

Respeito à Constituição e diálogo entre os Poderes

Ao tratar da relação entre Legislativo, Executivo e Judiciário, o presidente do STF defendeu o respeito recíproco, o diálogo institucional e a atuação de cada Poder dentro de suas competências constitucionais.

“Mesmo diante de divergências, é nos limites da Constituição que devem buscar as respostas, preservando o equilíbrio entre os Poderes e a integridade do Estado Democrático de Direito”, afirmou.

Fachin declarou que o Supremo continuará a exercer suas atribuições com “independência, imparcialidade, e fidelidade à Constituição”. O ministro citou a proteção dos direitos fundamentais, a segurança jurídica e o acesso à justiça, sempre dentro das competências da Corte.

Na conclusão da nota, o presidente do STF voltou a defender o diálogo após a disputa eleitoral. “É hora de transformar a legitimidade das urnas em compromisso com o futuro, as divergências em diálogo republicano e os desafios em oportunidades de construção coletiva”, disse.

“A Constituição é o nosso ponto de encontro. A democracia é o nosso compromisso permanente.”


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