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Tripoli será candidato a líder do PSDB na Câmara

O parlamentar é ligado ao governador Geraldo Alckmin e deve concorrer ao posto com pelo menos três deputados ligados a outros caciques tucanos

Tripoli: a eleição para a liderança do PSDB está prevista para a próxima quarta-feira, 14 (Facebook/ Página oficial Ricardo Tripoli/Divulgação)

Tripoli: a eleição para a liderança do PSDB está prevista para a próxima quarta-feira, 14 (Facebook/ Página oficial Ricardo Tripoli/Divulgação)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 7 de dezembro de 2016 às 18h28.

Brasília - O deputado federal Ricardo Tripoli será o candidato da bancada paulista a líder do PSDB na Câmara.

O parlamentar é ligado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e deve concorrer ao posto com pelo menos três deputados ligados a outros caciques tucanos. O anúncio oficial da candidatura ocorrerá após reunião da bancada paulista nesta quarta-feira, 7.

A eleição para a liderança do PSDB está prevista para a próxima quarta-feira, 14.

A candidatura de Tripoli foi acertada durante almoço nesta quarta entre ele e o deputado Silvio Torres (SP), secretário-geral do PSDB. Torres é o principal aliado de Alckmin na Câmara e também queria ser o candidato da bancada paulista a líder da legenda.

O grupo, no entanto, ligado ao governador paulista achou melhor "preservar" Torres para a "luta" da eleição para o comando do PSDB, prevista para 2017.

Tripoli disputará a liderança do PSDB na Câmara com os deputados Marcus Pestana (MG), Jutahy Júnior (BA) e Daniel Coelho (PE).

Pestana é ligado ao senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, enquanto Juthay é do grupo do ministro das Relações Exteriores e senador licenciado, José Serra. Coelho, por sua vez, tenta se apresentar como uma candidatura independente, mas também é próximo de Aécio.

Alckmin, Aécio e Serra disputam internamente no PSDB para ser o candidato do partido a presidente da República em 2018. Para isso, buscam eleger aliados para o maior número de espaços a que a sigla tem direito no Congresso Nacional e na estrutura partidária.

O posto considerado mais estratégico é o de presidente do partido, a quem caberá conduzir as negociações para as próximas eleições presidenciais.

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