Brasil

TJ do Rio mantém quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro

O senador é investigado pela prática de "rachadinha", como é conhecida a devolução de parte dos salários de funcionários

Flávio Bolsonaro: o MP detectou durante investigações que funcionários do gabinete do parlamentar na Alerj repassaram cerca de R$ 2 milhões para o assessor Fabrício Queiroz (Adriano Machado/Reuters)

Flávio Bolsonaro: o MP detectou durante investigações que funcionários do gabinete do parlamentar na Alerj repassaram cerca de R$ 2 milhões para o assessor Fabrício Queiroz (Adriano Machado/Reuters)

AO

Agência O Globo

Publicado em 4 de fevereiro de 2020 às 15h14.

Rio de Janeiro — A 3ª Câmara Criminal do TJ do Rio de Janeiro julgou nesta terça-feira (04) o habeas corpus da defesa de Flávio Bolsonaro e manteve a quebra de sigilo fiscal e bancário. O relator, desembargador Antônio Amado, foi vencido pelas outras duas desembargadoras, Monica Toledo Oliveira e Suimei Meira Cavalieri. O placar foi 2 a 1.

Amado votou na última semana para anular a decisão do juiz da 27ª Vara Criminal, Flávio Itabaiana, que há um ano determinou quebras dos sigilos bancários do senador Flávio Bolsonaro e de outras 95 pessoas e empresas. O parlamentar é investigado pelo Ministério Público (MP) do Rio pela prática de "rachadinha", como é conhecida a devolução de parte dos salários de funcionários.

O Ministério Público do Rio detectou durante as investigações que funcionários do gabinete de Flávio na Alerj repassaram cerca de R$ 2 milhões para o assessor Fabrício Queiroz, que também realizou grande quantidade de saques em dinheiro vivo e transações com dinheiro em espécie. A suspeita dos investigadores é que os funcionários eram obrigados a devolver parte dos salários ao então deputado Flávio Bolsonaro.

Após a leitura do voto do magistrado, Monica Toledo e Suimei Meira pediram vista. Com a retomada do julgamento nesta terça-feira, elas votaram para manter a quebra do sigilo fiscal e bancário do senador.

Também tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido da defesa do próprio senador Flávio Bolsonaro para suspender totalmente a investigação. O pedido foi apresentado logo após a busca e apreensão feita pelo MP em endereços do senador, de Fabrício Queiroz e de familiares do presidente Jair Bolsonaro que foram assessores de seu filho.

Acompanhe tudo sobre:Flávio BolsonaroFabrício Queiroz

Mais de Brasil

Márcio França será vice de Haddad na disputa por São Paulo, diz jornal

Após feriado de Corpus Christi, São Paulo mantém rodízio suspenso nesta sexta-feira

Enem 2026: Prazo de inscrição termina nesta sexta-feira; veja passo a passo e o que muda

Eleições 2026: quem são os possíveis candidatos ao Senado no Pará?