Carreira

Sete aprovados em Medicina e um segredo em comum: não foi só carga horária de estudo

Alunos de colégio de Goiânia passaram na primeira chamada da PUC Goiás e apontam leitura e apoio como diferenciais

(Esquerda para direita: Guilherme Ferreira Mamede, Luisa Aranha Alves, Álvaro Siqueira Vidal, Beatriz Abdala Araújo Faria e Gabriel França Vidigal Silvestre
Embaixo: Pietro Rodrigues Ribeiro de Souza, Thiago Pinheiro (Coordenador Pedagógico do Ensino Médio) e Pedro Vasconcelos Rodrigues) (divulgação)

(Esquerda para direita: Guilherme Ferreira Mamede, Luisa Aranha Alves, Álvaro Siqueira Vidal, Beatriz Abdala Araújo Faria e Gabriel França Vidigal Silvestre Embaixo: Pietro Rodrigues Ribeiro de Souza, Thiago Pinheiro (Coordenador Pedagógico do Ensino Médio) e Pedro Vasconcelos Rodrigues) (divulgação)

Publicado em 14 de julho de 2026 às 12h01.

Sete alunos de um mesmo colégio de Goiânia foram aprovados na primeira chamada do vestibular de Medicina 2026/2 da PUC Goiás, três deles entre os dez primeiros colocados. Ao contar como conquistaram a vaga em um dos cursos mais concorridos do país, eles citam menos a quantidade de horas estudadas e mais dois fatores que raramente aparecem nas fórmulas de aprovação: a rede de apoio e o hábito da leitura.

Os estudantes são do Colégio Agostiniano Nossa Senhora de Fátima. Álvaro Siqueira Vidal, da 3ª série do Ensino Médio, ficou em 2º lugar geral. Gabriel França Vidigal Silvestre, colega de série, também entrou no top 10, em 6º. O caso mais curioso é o de Pietro Rodrigues Ribeiro de Souza: aprovado em 9º lugar ainda na 2ª série, um ano antes de concluir o Ensino Médio.

O desempenho do grupo contraria o imaginário do vestibular de Medicina, quase sempre reduzido a uma disputa de resistência física e cronogramas milimetrados. Nenhum deles nega o esforço. A diferença está no que colocam ao lado dele.

Como passar em Medicina? O conselho do 6º colocado

Gabriel entrou no colégio no primeiro ano do Ensino Médio e chegou à aprovação com um hábito pouco lembrado por quem encara uma prova dominada por exatas e biológicas: foco em literatura. Para ele, a leitura "amplia a capacidade de compreender e armazenar informações", uma vantagem que transborda para todas as áreas do exame.

O estudante também desmonta a ideia de que a reta final precisa ser solitária. Segundo ele, o processo foi mais tranquilo do que o esperado justamente pela presença constante dos amigos durante a preparação.

Quanto tempo de preparação até a vaga? Para o 2º lugar, 12 anos

Se a trajetória de Gabriel na escola durou três anos, a de Álvaro levou mais de uma década. O 2º colocado geral estuda na mesma instituição desde a Educação Infantil e descreve os 12 anos de percurso como uma soma de dificuldades e alegrias, sustentada por familiares, amigos e, sobretudo, professores. "A mensagem que eu deixo é que o estudo compensa", diz.

Pietro, aluno da casa desde o 6º ano do Ensino Fundamental, credita ao ambiente escolar parte do resultado precoce. Acolhido pelos professores e pela equipe pedagógica desde a chegada, ele resume o efeito da rede de apoio formada por família, amigos e docentes: "tudo ficou mais fácil".

Álvaro Siqueira Vidal – 2º lugar, Pietro Rodrigues Ribeiro de Souza – 9º lugar, Gabriel França Vidigal Silvestre – 6º lugar (divulgação)

Para a escola, aprovação também testa o método

Do outro lado da sala de aula, o resultado vira ferramenta de avaliação. Para Thiago Pinheiro, coordenador pedagógico do Ensino Médio, acompanhar um aluno até a vaga passa longe de uma relação burocrática. "Não é apenas um candidato. É uma pessoa que você acompanha diariamente, vendo o quanto se esforça, se dedica e sonha com aquele objetivo", diz. A aprovação, segundo ele, também abre espaço para a equipe docente revisar os processos e a metodologia construídos ao longo da formação.

O colégio é mantido pela Sociedade Agostiniana de Educação e Assistência (SAEA), associação filantrópica fundada em 1934, com sede em São Paulo e unidades educacionais e assistenciais em cidades paulistas e em Goiânia.

Acompanhe tudo sobre:VestibularesGraduação Escola de Negócios Saint PaulGraduaçãoEarly Decision

Mais de Carreira

Como as pessoas com alta inteligência emocional gerenciam suas emoções

O RH precisa entender a diferença entre emoção e sentimento dos colaboradores

Presidente da Starbucks Brasil: '90% dos nossos líderes começaram como baristas'

Após apagão em São Paulo, alunos criam projeto para tornar escola autossuficiente em energia solar