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Thor diz estar convicto da sua inocência

O advogado de Thor, Celso Vilardi, reafirmou que não há relação entre a quantidade de pontos na habilitação do jovem e o acidente

A perícia vai confirmar a velocidade, mas o empresário reafirmou que estava dentro da velocidade permitida (Cristina Granato/Contigo)

A perícia vai confirmar a velocidade, mas o empresário reafirmou que estava dentro da velocidade permitida (Cristina Granato/Contigo)

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Da Redação

Publicado em 21 de março de 2012 às 16h34.

Rio de Janeiro - O empresário Thor Batista prestou depoimento hoje na 61ª Delegacia de Polícia (Xerém, Rio de Janeiro) para dar explicações a respeito do atropelamento e morte do ciclista Wanderson Pereira da Silva.

Ele começou a depor por volta das 12h40 e terminou às 14 horas. Ao sair da delegacia, fez uma breve declaração à imprensa. "Lamento profundamente a perda do Wanderson e respeito a dor da família. Mesmo convicto da minha inocência, confirmo que vou prestar toda a assistência à família", afirmou.

O advogado de Thor, Celso Vilardi, reafirmou que não há relação entre a quantidade de pontos na habilitação do jovem e o acidente. "Ele não foi notificado e a habilitação era válida. Existem elementos seguros para afirmar que o atropelamento aconteceu no meio da pista. Foi um acidente inevitável", disse o advogado.

A defesa de Thor informou que está fazendo um levantamento destes pontos, alegando que o jovem trocou de carro várias vezes e em muitas ocasiões sai com motorista e segurança, e portanto as multas poderiam não ser dele.


A perícia vai confirmar a velocidade, mas o empresário reafirmou que estava dentro da velocidade permitida. Foi feita uma segunda perícia terça-feira pela manhã na casa do pai de Thor, o empresário Eike Batista, mas é possível que seja feita uma terceira perícia para determinar com exatidão a velocidade em que o veículo estava.

Além de Thor, outras cinco pessoas já prestaram depoimento sobre o caso: os dois policiais rodoviários que primeiro chegaram ao local do acidente, dois condutores de outros veículos que passavam pela estrada, e Vinícius Racca, amigo de Thor, que viajava com o empresário na noite de sábado, quando o ciclista foi atropelado.

O delegado Mário Arruda não quis comentar mais detalhes sobre o depoimento de Thor, justificando que seria para evitar que influenciasse os próximos depoimentos. "Pelo que estou apurando até agora, a princípio a vítima estava atravessando a rua", afirmou o delegado.

Thor saiu às 18 horas de um restaurante em Itaipava, e o acidente ocorreu por volta das 19h30, no km 101 da BR-040. Momentos antes, Thor havia ultrapassado um veículo de passeio, mas o advogado dele disse que não haveria qualquer relação com o atropelamento. Caso seja comprovado que ele estava acima da velocidade, Thor poderá ser indiciado por homicídio culposo, cuja pena varia de dois a quatro anos de prisão.

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