Relâmpagos (.)
Redação Exame
Publicado em 8 de novembro de 2026 às 15h07.
Durante tempestades com raios, mesmo dentro de casa, há riscos significativos de acidentes por descargas elétricas. O artigo detalha precauções essenciais para evitar danos e orienta sobre socorro em casos de vítimas. Os dados mostram que quase 30% das mortes por raios no Brasil ocorrem em ambientes domésticos.
Atividades cotidianas como tomar banho, lavar a louça e utilizar eletrodomésticos conectados à tomada devem ser suspensas durante tempestades com raios.
Embora o abrigo dentro de casa seja fundamental e muito mais seguro do que áreas ao ar livre, as descargas elétricas podem viajar pelas instalações físicas de uma residência e provocar graves acidentes.
Diante desse cenário, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul reforça uma série de precauções indispensáveis para a proteção da população.
As diretrizes são baseadas na cartilha oficial Proteção contra raios, desenvolvida pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Os números ilustram o perigo real. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), mantido pelo Ministério da Saúde, revelam que o Brasil registrou 572 mortes provocadas por descargas elétricas atmosféricas entre 2015 e 2024.
Desse total, 154 óbitos (cerca de 27%) tiveram o domicílio registrado como o local da fatalidade — embora o levantamento não especifique se as vítimas estavam nas áreas internas ou em espaços abertos anexos, como quintais e varandas.
As recomendações compartilhadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Brasil reúnem os principais cuidados que devem ser adotados rigorosamente enquanto houver incidência de raios:
A adoção dessas medidas preventivas ganha ainda mais importância nesta época do ano, que concentra os alertas de fortes tormentas e ventanias em várias regiões. Segundo o Ministério da Saúde, 73% das fatalidades por raios no país entre 2015 e 2024 aconteceram na janela entre outubro e março, sendo janeiro e novembro, respectivamente, os meses com o maior número de mortes.
Caso alguém seja atingido, a orientação é acionar imediatamente o resgate pelo 193 (Corpo de Bombeiros) ou 192 (Samu). Uma dúvida comum no momento de desespero é como o resto do mundo lida com o socorro primário — e a resposta ajuda a desmistificar um grande medo popular.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), principal agência de saúde dos Estados Unidos, as vítimas de raios não retêm carga elétrica no corpo após o choque inicial. Isso significa que elas podem e devem ser tocadas e socorridas por terceiros com total segurança.
Ainda assim, o protocolo americano e brasileiro exige que o socorrista avalie o ambiente antes de se aproximar, pois a tempestade pode continuar oferecendo risco de novos raios no mesmo local.
Caso seja seguro e a vítima esteja inconsciente e sem respirar, é fundamental iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) imediatamente, seguindo as orientações do atendente de emergência por telefone até a chegada da ambulância.