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Temer recebeu sinais de que Cunha decidiria impeachment hoje

Segundo fontes, além dos sinais dados ao longo do dia, o posicionamento da bancada petista evidenciou que o peemedebista tomaria a decisão que ameaçava


	Dilma Rousseff e Michel Temer: oficialmente, o vice-presidente só tomou conhecimento da decisão de Eduardo Cunha durante o anúncio
 (Lula Marques/Agência PT)

Dilma Rousseff e Michel Temer: oficialmente, o vice-presidente só tomou conhecimento da decisão de Eduardo Cunha durante o anúncio (Lula Marques/Agência PT)

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Da Redação

Publicado em 2 de dezembro de 2015 às 18h52.

São Paulo - O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), recebeu sinais desde o início do dia de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), poderia deflagrar a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O estopim para Cunha foi o posicionamento da bancada petista de votar a favor da admissibilidade do processo contra ele por quebra de decoro parlamentar.

Desde ontem, o Palácio do Planalto trabalhava para livrar Cunha do processo, que pode culminar com a cassação de seu mandato.

Oficialmente, Temer só tomou conhecimento da decisão de Cunha durante o anúncio. Entretanto, segundos interlocutores ligados ao vice-presidente, além dos sinais dados ao longo do dia, o posicionamento da bancada petista evidenciou que o peemedebista tomaria a decisão que ameaçava.

A avaliação é que o movimento dos deputados petistas deixou claro que o "partido abandonou Dilma". Ontem, o presidente do PT, Rui Falcão, orientou que os petistas fossem no sentido contrário do que desejava a presidente com relação a Cunha.

O gesto contrariou apelos que ministros fizeram pessoalmente a Falcão e foi interpretado nos bastidores como um aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A visão é de que entre Dilma e Lula, o PT optou pelo Lula e abandonou Dilma", afirmou uma fonte.

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