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Israel e Líbano concordaram em ampliar o cessar-fogo por 45 dias, diz EUA

Reuniões entre representantes dos dois países, realizadas em Washington, foram consideradas “altamente produtivas

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 15 de maio de 2026 às 15h59.

Última atualização em 15 de maio de 2026 às 16h05.

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Os governos de Israel e Líbano decidiram ampliar por mais 45 dias o cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 16 de abril. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 15, pelo Departamento de Estado dos EUA.

“A cessação das hostilidades de 16 de abril será estendida por 45 dias para permitir avanços adicionais”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott.

Segundo o governo americano, as reuniões entre representantes de Israel e do Líbano, realizadas em Washington entre quinta-feira e sexta-feira, foram consideradas “altamente produtivas”. O Departamento de Estado informou ainda que uma nova rodada de negociações está marcada para os dias 2 e 3 de junho.

Os encontros desta semana marcaram a terceira rodada de conversas entre os dois países desde a ampliação dos bombardeios israelenses contra o território libanês. A ofensiva foi intensificada após o Hezbollah lançar mísseis contra Israel, em 2 de março, três dias depois do início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. No mês passado, Israel também expandiu sua operação terrestre no sul do Líbano.

O conflito no Líbano ocorre paralelamente à guerra entre EUA e Irã. Desde o anúncio do cessar-fogo feito por Donald Trump, em 16 de abril, os confrontos continuam, embora a maior parte das ações militares esteja concentrada na região sul do território libanês.

Hostilidades entre os vizinhos

Desde o anúncio do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, em 16 de abril, os dois lados passaram a enfrentar acusações de violações da trégua, segundo a Reuters.

Durante o período de cessação das hostilidades, Israel confirmou ataques no sul do Líbano. Na quinta-feira, 7, por exemplo, as Forças Armadas israelenses afirmaram ter matado um comandante da unidade de elite Radwan, ligada ao Hezbollah, em um bombardeio realizado em Beirute no dia anterior.

Mesmo após o acordo de cessar-fogo, tropas israelenses seguem posicionadas em regiões do sul do Líbano, abaixo do rio Litani. Críticos classificam a permanência militar israelense na área como uma ocupação de território libanês.

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