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Supremo barra compra de armas por 'interesse pessoal'

Decisão da Corte máxima estabelece que a aquisição de armas de fogo deve ser autorizada em prol da segurança pública e defesa nacional, não por interesse pessoal, contrariando os decretos de Bolsonaro

O entendimento foi fixado por maioria de votos em julgamento do Plenário virtual (Mongkol Nitirojsakul / EyeEm/Getty Images)
Estadão Conteúdo

Agência de notícias

Publicado em 3 de julho de 2023 às 17h56.

Quatro anos depois de aportarem no Supremo Tribunal Federal uma série de ações questionando os decretos editados pelo então presidente Jair Bolsonaro , a Corte máxima deu a palavra final sobre o porte de armas de fogo: a compra só pode ser autorizada 'no interesse da própria segurança pública ou da defesa nacional e não em razão de interesse pessoal'.

O entendimento foi fixado por maioria de votos em julgamento do Plenário virtual. Ficaram isolados os ministros indicados por Bolsonaro à Corte máxima - Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Como mostrou o Estadão, o primeiro apresentou voto com afirmações alinhadas ao discurso do ex-chefe do Executivo, alegando que o cidadão tem 'o direito de se defender'.

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O Supremo finalizou quatro julgamentos sobre decretos de armas editados por Bolsonaro. As ações estavam sob relatoria da ministra Rosa Weber e do ministro Edson Fachin. Elas foram discutidas em sessão virtual que se encerrou na sexta-feira, 30 - data em que o Tribunal Superior Eleitoral tornou o ex-presidente inelegível por oito anos.

Nos processos que tramitavam junto ao gabinete da presidente do STF, foi declarada a inconstitucionalidade de normas sobre:

Já nas ações que estavam sob relatoria de Fachin, o Supremo fixou as seguintes teses:

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