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Solidariedade lança abaixo-assinado visando impeachment

O partido lançou abaixo-assinado com objetivo de coletar assinaturas para pedir formalmente o impeachment da presidente


	Presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força: partido argumenta que a presidente perdeu condições de governar
 (Divulgação)

Presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força: partido argumenta que a presidente perdeu condições de governar (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 12 de março de 2015 às 17h34.

Brasília - O partido Solidariedade lançou nesta quinta-feira um abaixo-assinado com objetivo de coletar um milhão de assinaturas para pedir formalmente o impeachment da presidente Dilma Rousseff, argumentando que ela perdeu as condições de governar.

O presidente da legenda, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, disse a jornalistas, em Brasília, que pretende colher pareceres de pelo menos 10 juristas nas próximas semanas para embasar juridicamente o pedido de impeachment, mas que vai aproveitar os protestos convocados para domingo contra a presidente e o governo para conseguir o apoio popular.

"Nós estamos convencidos de que a presidente Dilma não tem mais condições de tocar o Brasil", disse Paulinho, que também é presidente da Força Sindical, uma das maiores centrais sindicais do país.

"Tem uma insatisfação muito grande no Brasil inteiro, o que leva o partido a ser então porta-voz dessa opinião pública no Congresso Nacional. E assim que tivermos um milhão de assinaturas nós daremos entrada ao pedido de impeachment", afirmou o parlamentar. Mais cedo, o ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, disse que os protestos pró-impeachment contra a presidente cheiram "a golpe".

Questionado sobre a declaração, Paulinho disse que o impeachment está previsto na Constituição e não é golpe.

Dilma afirmou, em entrevista a jornalistas esta semana, que as manifestações fazem parte da democracia, mas que para pedir o impeachment é preciso haver razões.

"Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment e não o terceiro turno das eleições", disse Dilma.

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