Eleições 2026: eleitor de Augusto Cury é o que apresenta maior indefinição (Fernando Frazão/Agência Brasil)
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Publicado em 8 de outubro de 2026 às 11h04.
Última atualização em 8 de outubro de 2026 às 11h11.
O número de abstenções no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 foi o maior desde 1998, com 21,08% de eleitores aptos a votar e que não participaram do pleito. Segundo a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira, 8, apenas 22% dos que se abstiveram consideram comparecer às urnas no segundo turno.
No último domingo, 33,4 milhões de eleitores não foram às urnas, cerca de 21,08%, maior abstenção desde 1998.
O levantamento ouviu 1.600 cidadãos, divididos igualmente entre eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), e que não foram votar em 4 de outubro.
Dos 400 entrevistados que se abstiveram, 40% afirmam que com certeza não irão votar na etapa final da eleição, e 38% afirmam que provavelmente não comparecerão.
Já entre os que compareceram e votaram em alguém da terceira via, os que mais pretendem se ausentar são os eleitores de Renan Santos, índice que chega a 31%.
De acordo com a pesquisa, o eleitor de Augusto Cury é o que apresenta maior indefinição quanto ao seu posicionamento no segundo turno (26%).
O mais decidido de todos é o eleitor de Renan Santos, com 77% afirmando que a posição está totalmente definida. Entre os eleitores de Caiado, a decisão chega a 57%. Neste índice, 48% dos eleitores que se abstiveram estão certos da própria posição.
Segundo a pesquisa, os eleitores de Augusto Cury são mais suscetíveis a mudar de voto, principalmente pelos debates (14%), apoios de pessoas em quem confiam (11%) e novas propostas para a economia (10%). Cerca de 70% desse público, no entanto, não está aberto a mudar seu entendimento.
O instituto Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro dos resultados é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.