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Servidores do funcionalismo federal se reúnem para discutir paralisação

Ao menos 19 categorias podem suspender atividades por reajuste salarial a partir do dia 18

A categoria dos auditores da Receita Federal é uma das que mais mobilizou funcionários para uma possível paralisação das atividades (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A categoria dos auditores da Receita Federal é uma das que mais mobilizou funcionários para uma possível paralisação das atividades (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Da redação

12 de janeiro de 2022, 06h02

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Nesta quarta-feira, 12, está prevista uma reunião virtual da Unacon, que representa auditores e técnicos federais de finanças e controle, para discutir a suspensão dos trabalhos do grupo a partir do dia 18 de janeiro.

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Junto deles, ao menos outras 18 categorias de servidores planejam se juntar à paralisação buscando pressionar o governo por reajustes salariais. A motivação, sobretudo, é a sinalização do presidente Jair Bolsonaro (PL) de que apenas policiais seriam atendidos em 2022.

Assembleias ainda devem ser feitas nos próximos dias para confirmar as adesões  —o que é esperado em boa parte dos casos. As reuniões devem antecipar também uma possível greve geral em fevereiro.

Além da pauta salarial, os servidores pretendem demonstrar insatisfação com outros aspectos na relação com o governo, como a interferência em órgãos e comentários menosprezando os trabalhos do funcionalismo público.

Em documento da Univisa (Associação dos Servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por exemplo, o grupo pede "um basta para os ataques do governo às prerrogativas institucionais e à honra dos servidores e gestores".