Brasil

Sérgio Cabral vira réu pela 21ª vez na Lava Jato

Juíza Caroline Vieira Figueiredo aceitou a mais nova denúncia da Operação Lava Jato contra o ex-governador por lavagem de dinheiro

Sérgio Cabral: na nova denúncia, a Lava Jato acusou o político por 213 atos de lavagem de cerca de R$ 10,2 milhões (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Sérgio Cabral: na nova denúncia, a Lava Jato acusou o político por 213 atos de lavagem de cerca de R$ 10,2 milhões (Tomaz Silva/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 31 de janeiro de 2018 às 14h58.

Priorizar nos meus resultados Google

São Paulo - A juíza Caroline Vieira Figueiredo, da 7.ª Vara Federal, do Rio, aceitou a 21.ª denúncia da Operação Lava Jato contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) por lavagem de dinheiro. O emedebista agora é réu de novo.

A magistrada, que está substituindo o juiz Marcelo Bretas, em férias, apontou "fortes indícios de autoria e materialidade".

Outros seis investigados também se tornaram réus: Ary Ferreira da Costa Filho, Sérgio Castro de Oliveira - preso na cadeia de Benfica -, Gladys Silva Falci de Castro Oliveira, Sonia Ferreira Batista, Jaime Luiz Martins e João do Carmo Monteiro Martins. Todos são acusados pelo crime de lavagem de dinheiro por meio de empresas do Grupo Dirija, controladas por Jaime Luiz e João do Carmo, ambos delatores.

Nesta denúncia, a Lava Jato acusou Sérgio Cabral por 213 atos de lavagem de cerca de R$ 10,2 milhões.

"Na sistemática estabelecida, que se estendeu de 2007 a 2014, Ary Filho realizava a entrega periódica para os representantes do grupo Dirija de dinheiro em espécie e notas fiscais emitidas pelas empresas Gralc Consultoria (LRG Agropecuária), de Carlos Miranda, SFB Apoio administrativo, de Sonia Ferreira Batista, e Falci Castro Advogados e Consultoria, de Sérgio de Castro Oliveira e Gladys Silva Falci de Castro Oliveira, e, em seguida solicitava que João do Carmo e seu filho Jaime Luiz fizessem a transferência bancária dos recursos para as referidas empresas como se estivessem fazendo pagamento por prestação de serviços, que na realidade não existiam", afirma a Lava Jato.

A reportagem fez contato com os advogados de Sérgio Cabral, Sérgio Castro de Oliveira, Gladys Silva Falci de Castro Oliveira e está tentando falar com as defesas de Ary Ferreira da Costa Filho e Sonia Ferreira Batista, mas ainda não obteve retorno.

Acompanhe tudo sobre:Rio de JaneiroJustiçaOperação Lava JatoSérgio Cabral

Mais de Brasil

Posso votar em senador de outro estado?

Associações que representam bets pedem ao STF suspensão da MP de Lula

Real Time Big Data: Jerônimo tem 47% e ACM Neto, 43%, no 1º turno na Bahia

Real Time Big Data: Campos tem 45% e Lyra, 43%, no 1º turno em Pernambuco