Brasil

Senado aprova quarentena para ex-membros do Judiciário e do MP

A proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados antes de ir à sanção presidencial e entrar em vigor

Senado: a matéria foi aprovada pela maioria simbólica dos senadores presentes (Wilson Dias/Agência Brasil)

Senado: a matéria foi aprovada pela maioria simbólica dos senadores presentes (Wilson Dias/Agência Brasil)

AB

Agência Brasil

Publicado em 14 de março de 2018 às 21h43.

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (14), o projeto que estabelece quarentena para juízes e membros do Ministério Público exercerem a advocacia após deixarem seus cargos. A proposta, que foi elaborada durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista da JBS, ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados antes de ir à sanção presidencial e entrar em vigor.

A matéria foi aprovada pela maioria simbólica dos senadores presentes. Segundo o texto, os profissionais que se desligarem de suas funções no Ministério Público ou na magistratura deverão esperar três anos para atuarem na advocacia privada, após aposentadoria ou exoneração. O projeto também impede que ex-membros do Poder Judiciário e do MP trabalhem como advogados, pelo mesmo prazo, perante o juízo em que atuavam, impedindo assim qualquer conflito de interesses ou uso de informações privilegiadas.

De autoria do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), que foi presidente da CPMI da JBS, a proposta tem como objetivo impedir casos como o do ex-procurador Marcelo Miller. Ele desligou-se da PGR em abril de 2017. Em seguida, passou a trabalhar para o escritório Trench Rossi Watanabe, que presta serviços para a J&F, holding dos irmãos Batista que controla também a JBS.

Miller ainda é acusado de ter atuado no acordo de delação premiada, assinado pelos irmão Joesley e Wesley Bastista com a Procuradoria-Geral da República, enquanto ainda era procurador. O ex-procurador admite ter se encontrado com executivos da JBS antes de deixar o cargo público, mas nega ter prestado orientação jurídica relativa ao acordo de delação premiada.

O relatório final aprovado pela CPMI da JBS pediu o indiciamento dos irmãos Wesley e Joesley Batista, do ex-executivo da JBS Ricardo Saud e do ex-procurador da República Marcelo Miller. O documento pede ainda que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e seu ex-chefe de gabinete Eduardo Pelella sejam investigados pelo Ministério Público.

Acompanhe tudo sobre:JBSSenadoMinistério Público

Mais de Brasil

Escala 6x1: Lula confirma reunião com Motta e critica transição gradual de redução de jornada

Definição da candidatura ao Senado deve sair até início de junho, diz Marina

Indefinição do PT atrapalha, diz Tabata sobre chapa da esquerda em SP

Ministro do Planejamento nega chance de reajuste no Bolsa Família