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Semana termina com notícias preocupantes para Temer

Semana que deveria ser de alívio para o presidente Temer, com desmoralização de Joesley Batista, termina com más notícias

CALHEIROS E JUCÁ: Janot apresentou uma denúncia contra a cúpula do PMDB no Senado pelo crime de organização criminosa / Ueslei Marcelino/ Reuters

CALHEIROS E JUCÁ: Janot apresentou uma denúncia contra a cúpula do PMDB no Senado pelo crime de organização criminosa / Ueslei Marcelino/ Reuters

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Da Redação

Publicado em 8 de setembro de 2017 às 18h39.

Última atualização em 8 de setembro de 2017 às 20h01.

A semana que era para ser de alívio para o governo, com a desmoralização do empresário Joesley Batista, cuja delação colocou Michel Temer nas cordas, em maio, terminou com duas notícias preocupantes para o Planalto. A primeira, logo pela manhã, foi a prisão de Geddel Vieira Lima, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Temer.

Nesta quinta-feira a Polícia Federal encontrou digitais de Geddel em parte dos 51 milhões de reais apreendidos num apartamento em Salvador que seria usado pelo ex-ministro. Aliado histórico de Temer e bastante próximo do presidente, Geddel foi preso em 3 de julho, acusado de tentar pressionar o doleiro Lúcio Funaro para evitar que ele fizesse uma delação premiada. O ex-ministro foi solto 10 dias depois para cumprir prisão domiciliar. A expectativa de que Geddel possa vir a fechar uma acordo de delação já preocupa muita gente em Brasília.

Depois, no fim de tarde, mais uma flecha do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atingiu aliados do presidente. Janot apresentou uma denúncia contra a cúpula do PMDB no Senado pelo crime de organização criminosa em decorrência da Operação Lava-Jato.

Janot acusa os senadores peemedebistas Edison Lobão (MA), Jader Barbalho (PA), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO), além do ex-senador José Sarney (MA) e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, de receberem 864 milhões de reais em propinas e gerarem prejuízos da ordem de 5,5 bilhões de reais à Petrobras.

Segundo Janot, a suposta organização criminosa do PMDB do Senado  foi “constituída e estruturada” em 2002, após a eleição de Lula, e passou a receber propinas na Petrobras a partir de 2003, quando o petista tomou posse e buscou apoio de PMDB e PP no Congresso.

Caso a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal aceite a denúncia apresentada pelo procurador-geral, os sete acusados se tornam réus e serão julgados. Esta é a terceira acusação por organização criminosa apresentada por Janot nos últimos sete dias contra partidos que compunham o esquema de corrupção na Petrobras.

Na semana passada, ele já havia denunciado políticos do PP e, na última terça-feira, mirou a cúpula do PT, incluindo os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele também apresentou uma acusação contra Lula e Dilma por obstrução de Justiça e ainda deve denunciar o presidente Michel Temer pelo mesmo crime, com base nas delações premiadas de executivos da JBS.

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