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Saúde se reúne hoje para discutir compra de 18 milhões de doses de Sputnik V e Covaxin

A previsão é de negociar com os laboratórios russo e indiano 18 milhões de doses das duas vacinas contra covid-19 para serem entregues ainda este mês

O Ministério da Saúde tem reunião nesta sexta-feira, 5, com representantes do instituto russo Gamaleya, fabricante da vacina Sputnik V, e do laboratório indiano Bharat Biotech, que fabrica a Covaxin.

A previsão é de negociar 10 milhões de doses prontas da Sputnik V para serem entregues ainda em fevereiro e 8 milhões por mês, a partir de abril, produzidas pela farmacêutica União Química. Já a Covaxin pode enviar 8 milhões de doses este mês e 12 milhões em março.

A negociação foi divulgada após a Anvisa flexibilizar as regras para análise dos pedidos de uso emergencial no Brasil. Agora, não é mais obrigatório que as pesquisas com voluntários humanos sejam feitas no país, mas os pesquisadores precisam garantir o acesso da agência reguladora aos dados de testes no exterior.

Segundo a União Química, a aprovação da Sputnik V deve acontecer nas próximas semanas caso a Anvisa não faça novos questionamentos sobre os parâmetros técnicos apresentados. “Já foi encaminhada cerca de 80% da documentação solicitada”, diz Miguel Giudicissi Filho, diretor científico da empresa. “Os outros 20% serão fornecidos em no máximo uma semana”.

No caso da Sputnik, o cenário ficou mais favorável após a divulgação de eficácia de 91,6% na renomada revista The Lancet. Países como Argentina, México, Paraguai e Hungria já aprovaram o imunizante para uso emergencial. 

Para a Covaxin, um entrave é que os testes na Índia ainda não foram concluídos, embora o país tenha autorizado a vacina para uso emergencial. A Precisa Medicamentos, que trará a vacina ao Brasil, também anunciou que fará testes de fase 3 também no Brasil, em parceria com o Instituto do hospital Albert Einstein.

A Covaxin é a mesma vacina que está na mira de clínicas particulares, lideradas pela Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), que fechou um acordo para compra de 5 milhões de doses a serem vendidas a empresas. No entanto, ainda não está claro se a vacina, caso aprovada pela Anvisa, poderia já neste momento ser usada na rede privada em meio à falta de imunizantes no SUS.

No momento, uma resolução da Anvisa sobre as vacinas aponta que o uso é "preferencialmente" do Ministério da Saúde no caso de vacinas aprovadas para uso emergencial -- assim, o governo teria de oficialmente abrir mão da vacina aprovada, o que poderia gerar críticas e possíveis sanções no Supremo Tribunal Federal.

Doses da Covax

Na semana que vem, a Anvisa vai discutir ainda uma nova mudança, que pode liberar da exigência de registro sanitário no Brasil as vacinas que chegarem por meio do consórcio internacional Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e do qual o Brasil faz parte.

O Brasil vai receber da Covax quase 10,7 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre, todas de AstraZeneca/Oxford, que já foram aprovadas pela Anvisa. Embora disponibilizadas ao país, o governo precisa pagar pelas vacinas.

(Com Agência Brasil)

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