Brasil

Saúde oferecerá a grávidas nova vacina contra coqueluche

Os serviços públicos passam a oferecer a partir deste mês vacinas que protegem também contra difteria e tétano


	Mulher grávida: houve aumento do número de casos de coqueluche no Brasil
 (Wikimedia Commons)

Mulher grávida: houve aumento do número de casos de coqueluche no Brasil (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de novembro de 2014 às 18h07.

Brasília - Os serviços públicos de saúde passam a oferecer a partir deste mês vacinas que protegem contra difteria, tétano e coqueluche para grávidas e recém-nascidos. A inclusão é uma resposta do Ministério da Saúde ao aumento do número de casos de coqueluche no Brasil. 

A incidência da doença, que entre 1996 e 2010 foi inferior a um caso a cada 100 mil habitantes, registrou nos últimos anos um aumento expressivo. Em 2013, foram 3,3 casos por cada 100 mil - com 110 mortes. A maior parte entre menores de seis meses.

A vacina protege não só a gestante, mas o bebê, que recebe anticorpos ainda durante a gestação. O imunizante deve ser aplicado entre a 27ª e 36ª semana de gestação. É nessa etapa que ele tem maior poder de proteção para o bebê. Gestantes que não conseguirem se vacinar nesse período podem receber uma dose do imunizante até 20 dias antes da data provável do parto.

A estimativa do Ministério da Saúde é a de que 2,9 milhões de mulheres grávidas sejam vacinadas. O imunizante será aplicado também em profissionais que trabalham em UTI neonatal e em maternidades.

Esta é a quarta vacina para gestantes no calendário nacional. O SUS também oferece a influenza, a dupla adulto (difteria e tétano - dT) e a vacina contra hepatite B. A gestante deverá receber três doses de vacina. Duas doses de vacina contra difteria e tétano e uma daquela que protege contra difteria, tétano e coqueluche.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 87% dos casos de coqueluche estão concentrados entre menores de seis meses. Causada por uma bactéria, a coqueluche pode provocar pneumonia e evoluir para quadros graves com complicações pulmonares.

Acompanhe tudo sobre:SaúdeDoençasGovernoGravidez

Mais de Brasil

Escala 6x1: Lula confirma reunião com Motta e critica transição gradual de redução de jornada

Definição da candidatura ao Senado deve sair até início de junho, diz Marina

Indefinição do PT atrapalha, diz Tabata sobre chapa da esquerda em SP

Ministro do Planejamento nega chance de reajuste no Bolsa Família