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Rio Madeira continua subindo em Rondônia

Mais de 3.100 famílias foram afetadas no estado, em Porto Velho e na região metropolitana, com 1.752 famílias desalojadas e 873 desabrigadas, diz Defesa Civil


	Rio Madeira continua subindo em Rondônia: “A previsão é que até o fim do mês o nível do rio chegue a 19,45 metros e depois se estabilize”, disse o coordenador de comunicação da Defesa Civil estadual
 (Divulgação/Prefeitura de Porto Velho/Medeiros)

Rio Madeira continua subindo em Rondônia: “A previsão é que até o fim do mês o nível do rio chegue a 19,45 metros e depois se estabilize”, disse o coordenador de comunicação da Defesa Civil estadual (Divulgação/Prefeitura de Porto Velho/Medeiros)

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Da Redação

Publicado em 21 de março de 2014 às 14h09.

Brasília - O Rio Madeira continua subindo em Porto Velho, Rondônia, e atingiu 19,38 metros nessa sexta-feira (21), segundo aferição da Agência Nacional de Águas (ANA). O recorde histórico havia sido registrado em 1997, quando subiu 17,52 metros acima do nível normal.

Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 3.100 famílias foram afetadas no estado, principalmente em Porto Velho e na região metropolitana, com 1.752 famílias desalojadas e 873 desabrigadas. Outras cidades bastante afetadas são Guajará-Mirim e Nova Mamoré.

“A previsão é que até o fim do mês o nível do rio chegue a 19,45 metros e depois se estabilize”, disse o coordenador de comunicação da Defesa Civil estadual, tenente-coronel bombeiro Demargli da Costa Farias.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) decidiu ontem, por questões de segurança, suspender temporariamente o tráfego na BR-364, que liga o Acre a Rondônia, nos trechos entre os quilômetros 868 e 862 da rodovia, localizados em Rondônia. A interdição se dá devido ao aumento da lâmina d'água sobre a pista, que nessa quinta-feira chegou a 1,40 metro.

Após reunião ontem com o governador de Rondônia, Confúcio Moura, o governador do Acre, Tião Viana, disse que os dois estados vivem um momento muito delicado. “A estrada [BR-364] está interrompida e só voltará a permitir a trafegabilidade quando houver um acesso por balsa em dois trechos críticos: na região de Jaci-Paraná, em torno de 2,5 quilômetros, e outro na Velha Mutum, que apresenta um trecho de 16 quilômetros inundados”, disse Viana.

O governador acrescentou que, na reunião, foram tratadas todas as alternativas para manter a região do oeste rondoniense e do Acre abastecida. “O prejuízo estimado pela prefeitura [de Porto Velho] e pelo governador de Rondônia já é mais de R$ 1 bilhão. O Rio Madeira segue enchendo e, na última medição, estava em 19,35 metros, quando o limite estimado pelo governador Confúcio Moura era 19,20 metros. Ou seja, estamos além dos limites de expectativa deles”, completou.

Em visita a Rio Branco, capital do Acre, na tarde de sábado (15), a presidenta Dilma Rousseff disse que a construção de uma ponte sobre o Rio Madeira vai ligar o Acre a Rondônia. A única via terrestre que liga os estados castigados pelas cheias é a BR-364, que há quase um mês está parcialmente bloqueada porque a cheia do rio inundou partes da rodovia.

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