Brasil

Rio encerra inquérito de estupro coletivo e 7 são indiciados

Apesar disso, as investigações continuarão a buscar possíveis partícipes do crime, que causou comoção após a divulgação de imagens da adolescente


	Estupro: apesar disso, as investigações continuarão a buscar possíveis partícipes do crime, que causou comoção após a divulgação de imagens da adolescente
 (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Estupro: apesar disso, as investigações continuarão a buscar possíveis partícipes do crime, que causou comoção após a divulgação de imagens da adolescente (Tomaz Silva/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de junho de 2016 às 16h11.

Rio de Janeiro - A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou hoje (17) que sete pessoas foram indiciadas no caso da adolescente que sofreu estupro coletivo no mês passado.

A titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, Cristiana Bento, pediu à Justiça a prisão preventiva dos indiciados e encaminhou o caso ao Ministério Público.

Apesar disso, as investigações continuarão a buscar possíveis partícipes do crime, que causou comoção nas redes sociais após a divulgação de imagens em que a adolescente era violentada.

O inquérito foi concluído com o indiciamento de Raí de Souza e Raphael Duarte Belo pelos crimes de estupro de vulnerável e produção e divulgação de material pornográfico com menor de idade; um menor de idade, por ato análogo aos mesmos crimes; Moisés Camilo de Lucena e Sérgio Luiz da Silva, por estupro de vulnerável; e Michel Brasil e Marcelo Miranda, pela divulgação das imagens.

O jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte Santos, que também foi investigado e chegou a ser preso, não foi indiciado porque as investigações não apontaram sua participação no crime.

A delegada Cristiana Bento afirmou que a perícia no celular de Raí de Souza foi determinante para que as investigações determinassem a atuação de cada um dos indiciados.

No aparelho, foram encontrados mais imagens e conversas em que os investigados combinavam seus depoimentos.

Cristiana Bento disse esperar que os indiciados recebam "penas exemplares". "Que sirva de exemplo para a comunidade que a mulher não é uma coisa, e que deve ser respeitada.

E que praticar sexo com adolescente ou qualquer mulher desacordada, que não possa oferecer resistência, é crime", afirmou ela, que acrescentou: "Acredito que [esse caso] fez a sociedade pensar no conceito de estupro e na cultura do estupro.

A cultura do estupro pretende colocar a culpa na vítima ou despenalizar o agressor, absolvendo como doente ou psicopata. É um alerta que se faz".

Acompanhe tudo sobre:Rio de Janeirocidades-brasileirasMetrópoles globaisFeminismoEstuproMachismo

Mais de Brasil

Escala 6x1: Lula confirma reunião com Motta e critica transição gradual de redução de jornada

Definição da candidatura ao Senado deve sair até início de junho, diz Marina

Indefinição do PT atrapalha, diz Tabata sobre chapa da esquerda em SP

Ministro do Planejamento nega chance de reajuste no Bolsa Família