Brasil

Renan diz que não é réu e que inquéritos serão arquivados

"O presidente do Senado não é réu em qualquer processo judicial e não está afetado pela manifestação dos ministros do STF ainda inconclusa", diz nota

Renan Calheiros: presidente do Senado responde a mais de uma dezena de inquéritos no STF, a maior parte deles relacionada a delações referentes à Operação Lava Jato (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Renan Calheiros: presidente do Senado responde a mais de uma dezena de inquéritos no STF, a maior parte deles relacionada a delações referentes à Operação Lava Jato (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

AB

Agência Brasil

Publicado em 3 de novembro de 2016 às 19h42.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota à imprensa hoje (3) informando que não é réu em nenhum processo no Supremo Tribunal Federal (STF).

O esclarecimento foi dado em razão do julgamento pelo STF de processo que definirá se parlamentares que forem réus poderão assumir as presidências da Câmara e do Senado e, portanto, fazerem parte da linha sucessória da Presidência da República.

"O presidente do Senado não é réu em qualquer processo judicial e, portanto, não está afetado pela manifestação dos ministros do STF ainda inconclusa", diz a nota divulgada pela assessoria de imprensa de Renan Calheiros.

Renan responde a mais de uma dezena de inquéritos no STF, a maior parte deles relacionada a delações referentes à Operação Lava Jato. No entanto, a investigação pela qual o senador está mais próximo de se tornar réu é relacionada ao caso em que ele é acusado de ter utilizado uma empreiteira para pagar a pensão de uma filha que ele teve em um relacionamento extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso.

A Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia contra Renan neste processo, mas o STF ainda não decidiu se vai aceitar a denúncia e, consequemente, torná-lo réu.

"O presidente responde a inquéritos e reitera que todos são por ouvir dizer ou interpretações de delatores. O presidente lembra ainda que todos serão arquivados por absoluta ausência de provas, exatamente como foi arquivado o primeiro inquérito", conclui a nota da assessoria do parlamentar.

Julgamento

O STF iniciou hoje (3) o julgamento para decidir se parlamentares que forem réus poderão assumir cargos na linha sucessória da Presidência da República, mas suspendeu a análise do caso em razão de um pedido de vistas do ministro Dias Toffoli.

Até o momento, seis ministros, entre eles o relator do processo, Marco Aurélio Mello, votaram a favor do impedimento. Isso significa mais da metade dos ministros que vão votar neste caso, já que Luiz Roberto Barroso se declarou impedido.

Mesmo assim, a decisão só valerá quando o julgamento for concluído e, até lá, os ministros poderão mudar o voto.

Acompanhe tudo sobre:Renan CalheirosSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Dados de segurados do INSS vazam após falha de segurança

STF valida lei que reduziu parque nacional no Pará para construção da Ferrogrão

Terremoto é registrado no litoral do Rio de Janeiro nesta quinta-feira

ANP confirma petróleo em sítio no Ceará; agricultor pode receber até 1% da produção