Brasil

Renan defende depósito de supersalário feito em juízo

Renan Calheiros esclareceu que o corte dos salários foi feito com base em uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), e considerou a liminar “absurda”


	Presidente do Senado, Renan Calheiros: proposta de Calheiros será ainda discutida com os demais membros da Mesa Diretora do Senado
 (Jane de Araújo/Agência Senado)

Presidente do Senado, Renan Calheiros: proposta de Calheiros será ainda discutida com os demais membros da Mesa Diretora do Senado (Jane de Araújo/Agência Senado)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de fevereiro de 2014 às 18h25.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (19) que pretende depositar em juízo os valores excedentes ao teto constitucional dos salários de funcionários da Casa.

Ontem (18), o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar ao Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis) permitindo que os funcionários da Câmara e do Senado, que tiveram os salários acima de R$ 29,4 mil cortados, voltem a receber os vencimentos excedentes.

Renan Calheiros esclareceu que o corte dos salários foi feito com base em uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), e considerou a liminar “absurda”.

“Acho essa decisão um absurdo. Acho que o mais recomendado seja fazer uma folha suplementar para depósito judicial, de modo que as pessoas possam sacar, dependendo da decisão em relação ao mérito da matéria”, defendeu o presidente do Senado.

A proposta de Calheiros será ainda discutida com os demais membros da Mesa Diretora do Senado. Eles irão avaliar se é possível obedecer à liminar, fazendo o depósito em juízo, enquanto aguardam o julgamento, pelo plenário do STF, a respeito dos salários de servidores públicos, acima do teto constitucional.

O teto do funcionalismo público é correspondente ao salário dos ministros do STF. Alguns servidores, entretanto, acumulam, ao longo da carreira, gratificações, funções comissionadas e outros benefícios que elevam os rendimentos, ultrapassando os R$ 29,4 mil.

A decisão do TCU, no ano passado, determinou que os salários acima do teto fossem cortados, e os valores recebidos a mais devolvidos pelos servidores.

O Senado acatou imediatamente a decisão, mas o Sindilegis recorreu ao Supremo, alegando que os funcionários não tiveram oportunidade de se defender. Foi com base nesse argumento que o ministro Marco Aurélio concedeu a liminar. Ainda não há data marcada para julgamento do mérito sobre o assunto, pelo plenário da Corte.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPolíticos brasileirosPolítica no BrasilSaláriosRenan CalheirosCongresso

Mais de Brasil

PF prende suspeito de planejar atentado do Estado Islâmico em São Paulo

Após visitar Bolsonaro, Tarcísio diz que tem 'projeto de longo prazo' em São Paulo

Paraná Pesquisas: Lula é desaprovado por 50,6% e aprovado por 46,4%

Toffoli admite a possibilidade de enviar caso Master à 1ª instância