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Relator do PL da Dosimetria diz que Lula rasgou a 'bandeira da paz' com veto

Presidente vetou integralmente o projeto que buscava reduzir penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023

Lula: presidente participou nesta quinta-feira, 8, de ato que marca os três anos dos atentados do dia 8 de janeiro de 2023 (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Lula: presidente participou nesta quinta-feira, 8, de ato que marca os três anos dos atentados do dia 8 de janeiro de 2023 (Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 12h54.

Última atualização em 8 de janeiro de 2026 às 12h55.

O relator do PL da Dosimetria na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade), se pronunciou nesta quinta-feira, 8, sobre o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que buscava reduzir penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Segundo o parlamentar, a decisão desconsidera a construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superadas.

“O Congresso entregou a bandeira branca da paz do Brasil nas mãos do Lula. Sabe o que ele fez? Rasgou e tocou fogo nela. O PL da Dosimetria foi construído com diálogo, com responsabilidade, com todos os partidos, lideranças e personalidades do Brasil”, disse Paulinho em vídeo publicado nas redes sociais.


O deputado também afirmou que o país buscava estabilidade e maturidade institucional, mas que o presidente optou pelo confronto. “[Lula] foi ao terreno já pacificado e jogou gasolina. Preferiu o confronto ao diálogo, a tensão ao entendimento, ignorou o Congresso, desrespeitou a construção coletiva e vetou o projeto”, disse.

Paulinho disse ainda que pretende atuar para que o veto presidencial seja derrubado pelo Congresso Nacional.

Posicionamento da oposição

Parlamentares da oposição também reagiram ao veto do presidente Lula. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou que Lula “sabe que o veto será derrubado na primeira sessão do Congresso” e afirmou que a decisão demonstra o “ódio que ele e a esquerda tem dos patriotas, da direita e dos conservadores”.

Já o deputado Onyx Lorenzoni (PL-RJ) classificou o veto como uma decisão “calculada” e “cruel”.

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, também usou as redes sociais para se posicionar após o veto. "O que se assiste não é Justiça, é vingança, não é democracia, é exceção permanente", afirmou.

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