Acompanhe:

Rebelião em presídio de Manaus deixa 15 mortos

Segundo governo, mortes teriam sido resultado de brigas entre presos durante horário de visita; mesmo presídio já teve massacre em 2017 com 56 mortos

Modo escuro

Continua após a publicidade
Presídio: Não há informações sobre fugas e não houve agentes penitenciários reféns (AFP/AFP)

Presídio: Não há informações sobre fugas e não houve agentes penitenciários reféns (AFP/AFP)

E
Estadão Conteúdo

Publicado em 26 de maio de 2019 às, 22h12.

Quinze detentos foram mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, por volta das 12h30 deste domingo, 26. Segundo a Secretaria de Comunicação do Governo do Amazonas, os óbitos ocorreram durante uma briga entre os presos.

A situação foi controlada por volta das 15 horas, mas a falta de informações deixou familiares sob tensão na entrada do Complexo. A unidade é a mesma onde em 2017 aconteceu um massacre com 56 mortos.

O ataque começou durante horário de visita e os parentes dos detentos foram retirados às pressas do local. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Louismar Bonates, alguns assassinatos ocorreram na presença de parentes das vítimas.

Um grupo de mulheres chegou a bloquear o trânsito da BR-174, que fica logo em frente ao Compaj, mas uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar desobstruiu a via.

Ainda de acordo com o secretário, foi determinado o reforço em outras unidades do sistema prisional, por medida de precaução. Helicópteros do Departamento Integrado de Operações Aéreas fizeram sobrevoo no sistema, durante a tarde. Não há informações sobre fugas e não houve agentes penitenciários reféns.

Em coletiva, Bonates comunicou que a secretaria investiga o motim. "As câmeras internas registraram todos os crimes e vamos encaminhar as informações à Justiça", declarou. O jornal O Estado de S. Paulo mostrou que a crise nas penitenciárias ainda era latente, com grande risco aos detentos.

Presídio teve massacre com 56 vítimas em 2017

No dia 1º de janeiro de 2017, o Compaj foi tomado por uma rebelião de detentos, no que seria o início de uma onda de massacres em presídios do País. Em Manaus, detentos encurralaram rivais e os executaram: o total de vítimas chegou a 56. O caso ficou marcado pela crueldade com o que os criminosos agiram.

Em novembro daquele ano, 213 presos foram denunciados à Justiça por ligação com o massacre. O documento detalhou como os integrantes da facção Família do Norte (FDN) perseguiram os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que tentaram se proteger do ataque fugindo por dutos e se escondendo em telhados, mas alguns acabaram vários acabaram capturados, torturados e mortos.

Últimas Notícias

Ver mais
Fuga em Mossoró: buscas chegam a duas semanas com pistas de eles estariam nas vizinhanças da cadeia
Brasil

Fuga em Mossoró: buscas chegam a duas semanas com pistas de eles estariam nas vizinhanças da cadeia

Há 5 horas

Ativista russo de direitos humanos é preso por criticar guerra na Ucrânia
Mundo

Ativista russo de direitos humanos é preso por criticar guerra na Ucrânia

Há um dia

PF prende dono de sítio suspeito de ajudar fugitivos de presídio de Mossoró
Brasil

PF prende dono de sítio suspeito de ajudar fugitivos de presídio de Mossoró

Há um dia

Internet ruim e apagão: os desafios da startup amapaense Tributei para criar um negócio de milhões
seloNegócios

Internet ruim e apagão: os desafios da startup amapaense Tributei para criar um negócio de milhões

Há 3 dias

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais