Lula e Flávio Bolsonaro: presidente e senador são candidatos à Presidência nas eleições 2026
Colaboradora
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 11h22.
A corrida presidencial em Minas Gerais nas eleições de 2026 apresenta um cenário acirrado. Segundo a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira, 28, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) marca 37%.
Como a margem de erro do estudo é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois se encontram no limite do empate técnico.
Entre os demais nomes testados pelo instituto, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Augusto Cury (Avante) registram 6% cada. Renan Santos (Missão) pontua com 4%, seguido pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 1%.
Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC), Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanche (PRTB) somam 1%. Brancos e nulos são 2%, mesmo índice de indecisos.
Em uma eventual disputa de segundo turno, a preferência do eleitorado mineiro se divide de forma rigorosa, apontando para um empate numérico com 46% das intenções para cada um dos dois líderes.
Os eleitores que declaram voto em branco ou nulo somam 4%, taxa exata daqueles que não souberam ou não quiseram responder à pesquisa.
O nível de resistência às principais candidaturas também reflete a polarização intensa no estado. O levantamento indica que ambos os líderes possuem 49% de rejeição entre os entrevistados. O bloco seguinte é formado por Renan Santos, no qual 42% não votariam sob nenhuma hipótese, e Romeu Zema, com 38% de taxa de rejeição.
A pesquisa também mediu o humor dos mineiros em relação ao Palácio do Planalto. O trabalho do presidente Lula é desaprovado por 51% dos eleitores locais, ante 48% de aprovação. No detalhamento institucional, 44% avaliam o governo federal como ruim ou péssimo, 32% o classificam como ótimo ou bom e 23% o consideram regular.
As estratificações por gênero revelam bases de sustentação opostas para os líderes. O presidente consolida sua maior força entre as mulheres, grupo onde atinge 44%, ante 32% do seu principal adversário. Flávio Bolsonaro, em contrapartida, inverte o quadro e lidera no eleitorado masculino com 42%, contra 37% do petista.
O fator financeiro também desenha fronteiras sólidas de intenção de voto no estado. Entre os que ganham até dois salários mínimos, Lula chega a 50%, deixando o parlamentar com 27%. Já na faixa populacional que recebe mais de cinco salários mínimos, o senador alcança 51% e o petista recua a 24%.
A pesquisa RealTime Big Data entrevistou 2.000 eleitores entre 23 e 26 de setembro, por meio de entrevistas pessoais estruturadas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e está registrado no TSE sob o protocolo BR-06289/2026.