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R$ 6 bi e 10 prédios: veja detalhes da nova sede do governo de SP

O projeto será executado pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro, vencedor do leilão da PPP realizado na B3

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 09h30.

Com investimento estimado em R$ 6 bilhões, o novo centro administrativo do governo de São Paulo reunirá 10 torres e cerca de 420 mil metros quadrados de área construída na região dos Campos Elíseos.

O projeto será executado pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro, vencedor do leilão da PPP realizado na B3.

O complexo concentrará aproximadamente 22 mil servidores estaduais hoje distribuídos em mais de 40 endereços.

A modelagem foi estruturada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com apoio técnico da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), dentro de um contrato de 30 anos.

Do total previsto, R$ 3,4 bilhões serão aportados pelo Estado e R$ 2,7 bilhões pelo parceiro privado.

O consórcio ofereceu 9,62% de desconto sobre a contraprestação mensal de R$ 76,6 milhões. Ao longo das três décadas de concessão, o custo operacional estimado (Opex) é de aproximadamente R$ 10 bilhões.

A concessionária será responsável pela operação e manutenção do complexo durante todo o contrato, incluindo segurança patrimonial, vigilância eletrônica, portaria, controle de acesso, limpeza predial, controle de pragas, conservação de áreas verdes, fornecimento e gestão de utilidades (água, esgoto, energia elétrica e GLP), coleta interna de resíduos, manutenção das edificações e gestão dos estacionamentos e das áreas brutas locáveis (ABL).

Dimensão e estrutura do complexo

O projeto arquitetônico prevê:

  • 7 edifícios distribuídos em 10 torres
  • 291.608 m² de área computável
  • 26.070 m² de área bruta locável (ABL)
  • Capacidade estimada para 22.695 pessoas
  • Auditório com 817 lugares
  • 960 lugares em salas multiuso
  • 4.439 vagas veiculares, sendo 2.963 exclusivas
Os prédios terão certificação internacional LEED Gold, com soluções de eficiência energética, térmica e ambiental.

O plano inclui o restauro de 17 imóveis tombados e ampliação superior a 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel. Estão previstos ainda 25 mil metros quadrados destinados a comércio e serviços.

Novo terminal de ônibus substituirá o Princesa Isabel

O projeto prevê a construção de um novo terminal de ônibus no centro da capital, que substituirá o tradicional Terminal Princesa Isabel. A área foi doada ao Governo de São Paulo por meio da Lei nº 18.176, promulgada em 25 de julho de 2024.

A construção do terminal deve começar no primeiro ano da concessão e ser concluída no segundo ano do contrato.

O novo equipamento ficará próximo ao complexo estadual nos Campos Elíseos e ao túnel da CPTM atualmente em construção na Avenida Cásper Líbero. Segundo o governo, a concessionária terá obrigação contratual de realizar estudos voltados à melhoria da mobilidade e do tráfego no entorno.

De acordo com a Companhia Paulista de Parcerias, os usuários não precisarão de conexão especial para acessar a rede de transporte público, já que o terminal terá acesso direto pela calçada.

Cronograma em cinco anos

O cronograma do projeto está dividido em etapas ao longo de cinco anos, contados a partir da assinatura do contrato de concessão.

As primeiras intervenções devem começar cerca de um ano após a assinatura do contrato.

Nessa fase inicial estão previstas a constituição da SPE, elaboração dos planos da concessão, desenvolvimento dos projetos básico e executivo, obtenção das licenças e início das obras do novo terminal de ônibus e do edifício dos Correios, além do avanço das desapropriações.

No segundo ano, a previsão é de entrega dos estudos e projetos executivos, conclusão das desapropriações e término do reassentamento.

A partir do terceiro ano, começam as obras das quadras 24 e 25 e da urbanização da praça, além das intervenções nas quadras 34, 46, 48 e 52. No quarto ano, devem ser entregues as quadras 24 e 25 e a área de urbanização. No quinto ano, ocorre a entrega das quadras 34, 46, 48 e 52.

O prazo estimado para conclusão das obras principais é de aproximadamente três anos após o início da fase de construção. A entrega completa do complexo está prevista até 2031, segundo o contrato da PPP.

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