Exame logo 55 anos
Remy Sharp
Acompanhe:

Quase metade dos brasileiros não tem acesso a rede de esgoto

Apenas 49,1% do esgoto gerado no país é tratado, apontam dados do Ministério do Desenvolvimento Regional

Modo escuro

Saneamento: Rogério Marinho, afirmou que a aplicação de recursos públicos no período de um ano no saneamento representa entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano (Lucas Ninno/Getty Images)

Saneamento: Rogério Marinho, afirmou que a aplicação de recursos públicos no período de um ano no saneamento representa entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano (Lucas Ninno/Getty Images)

E
Estadão Conteúdo

Publicado em 15 de dezembro de 2020 às, 12h31.

Última atualização em 15 de dezembro de 2020 às, 15h13.

Dados atualizados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostram que ainda quase a metade da população brasileira vive sem acesso à rede de esgoto. Ferramenta do governo federal, o SNIS com dados de 2019 foi divulgado nesta terça-feira, 15, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, e aponta que apenas 54,1% é atendida com rede de esgoto. Em 2018, o índice era de 53,2%. Além disso, somente 49,1% do esgoto é tratado.

O acesso à distribuição de água também revela pouco avanço. O dado mais atualizado indica que 83,7% da população é atendida com rede de água. Em 2018, o índice era 83,6%. Segundo o governo cerca de 91% dos municípios responderam a pesquisa.

Presente no lançamento dos dados, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou que a aplicação de recursos públicos no período de um ano no saneamento representa entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano, muito distante da necessidade do setor, que precisaria de R$ 60 bilhões a R$ 70 bilhões anualmente. Por isso, o ministro destacou a importância do novo marco legal do saneamento, que abre espaço para a iniciativa privada atuar com mais força nesse segmento.

"É uma distância superlativa que precisa ser alcançada, só ocorrerá com a instrumentalização das ferramentas que temos em mãos, desde a performance das carteiras, como do BNDES e da Caixa, o estímulo aos consórcios que está no marco legal, mas também buscando novas alternativas de financiamento e estruturação de projetos", afirmou Marinho.

O ministro voltou a dizer que um dos desafios para a proliferação dos projetos para atração da iniciativa privada é a reestruturação dos fundos de desenvolvimento regional, para que eles também possam entrar nesse ramo das "fábricas de projeto".

Como já mostrou o Estadão/Broadcast, a ideia do MDR é transformar os fundos de desenvolvimento regional em fundos de natureza privada. "Ideia é que esses fundos passem a bancar a estruturação de projetos executivos para que eles fiquem à disposição da iniciativa privada", disse Marinho.

Últimas Notícias

ver mais
Eleição para o Conselho Tutelar: quando saem os resultados e quais os próximos passos
Brasil

Eleição para o Conselho Tutelar: quando saem os resultados e quais os próximos passos

Há 4 horas
STF forma maioria para condenar mais cinco por invasões em 8 de janeiro
Brasil

STF forma maioria para condenar mais cinco por invasões em 8 de janeiro

Há 4 horas
Entenda por que o governo não pretende adotar o horário de verão em 2023
Brasil

Entenda por que o governo não pretende adotar o horário de verão em 2023

Há 6 horas
Eleição para conselhos tutelares será aprimorada, afirma Silvio Almeida
Brasil

Eleição para conselhos tutelares será aprimorada, afirma Silvio Almeida

Há 6 horas
icon

Branded contents

ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

leia mais