Brasil

PSB defende novas eleições para presidente e vice

"Preferimos, ao invés de impeachment, a realização de novas eleições", disse o presidente do PSB


	Carlos Siqueira: "preferimos, ao invés de impeachment, a realização de novas eleições", disse o presidente do PSB,
 (Reprodução/PSB/Humberto Pradera)

Carlos Siqueira: "preferimos, ao invés de impeachment, a realização de novas eleições", disse o presidente do PSB, (Reprodução/PSB/Humberto Pradera)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de março de 2016 às 16h30.

Brasília - A cúpula do PSB reuniu-se com a bancada do partido na Câmara nesta quarta-feira, 9, para discutir a atual crise política.

A partir do encontro, ficou decidido que a sigla defenderá a realização de novas eleições para presidente da República e vice-presidente simultaneamente às eleições municipais deste ano.

Em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, o partido tomará decisão mais adiante, apesar de deputados afirmarem que a maioria da bancada é favorável ao impedimento da petista.

Os quatro indicados para integrar a comissão que julgará a admissibilidade do processo se comprometeram a seguir a posição a ser definida pela legenda.

"Preferimos, ao invés de impeachment, a realização de novas eleições", disse o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

A posição majoritária não foi consensual. Alguns representantes do partido defenderam a realização de eleições gerais, mesma tese defendida ontem pelo líder do governista PSD, Rogério Rosso (DF).

Os parlamentares avaliaram que a convocação de eleições gerais sanaria duas consequências das opções hoje colocadas. Eles temem que a cassação da chapa pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permita que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), assuma a presidência da República. Já quanto ao impeachment, a ressalva é que, com a saída de Dilma, assumiria o vice-presidente Michel Temer.

O partido também decidiu manter a obstrução das votações na Câmara, assim como os demais partidos da oposição. Mas a prioridade do PSB não será a realização do processo de impeachment, mas a saída de Cunha, réu na Lava Jato.

"A prioridade é Eduardo Cunha para que ele não prejudique qualquer outro processo aqui", afirmou Beto Albuquerque, vice-presidente de Relações Governamentais do PSB.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilImpeachmentPartidos políticosCrise políticaPSB – Partido Socialista Brasileiro

Mais de Brasil

Falta de diesel ameaça serviços essenciais em 142 cidades do RS

'Estão querendo nos colonizar outra vez', diz Lula sobre terras raras

Bolsonaro segue na UTI com pneumonia bilateral, diz boletim médico

Simone Tebet deixa MDB e se filia ao PSB por SP